Doha, Catar. 5 de março de 2026. IRNA – A expectativa para a reabertura dos principais hubs aéreos no Oriente Médio permanece incerta, impactando diretamente os passageiros que buscam deslocamento entre a Ásia e o Brasil. Com o espaço aéreo de países como Catar e Irã sofrendo restrições severas devido às hostilidades militares, as conexões tradicionais em Doha e Dubai enfrentam cancelamentos em massa, forçando uma reestruturação logística sem precedentes no setor de aviação.
Segundo informações da Qatar Airways, a companhia espera atualizar seu cronograma de voos até as 6:00 UTC desta sexta-feira (6), dependendo das condições de segurança. Atualmente, voos que partem de Narita e Kansai, no Japão, com destino final em aeroportos brasileiros como Guarulhos, estão suspensos. A empresa busca rotas que contornem as zonas de conflito, mas o aumento no tempo de voo e no consumo de combustível tem inviabilizado diversas operações.
“Estamos priorizando a segurança operacional. De acordo com fontes do Ministério dos Transportes do Catar, a abertura total do espaço aéreo só ocorrerá após a neutralização de ameaças de drones na região,” informou a agência estatal MENA.
A Emirates e a Etihad Airways também enfrentam desafios similares. Conforme comunicado oficial da Etihad, todos os voos permanecem cancelados até, pelo menos, as 10:00 UTC desta quinta-feira (5). Para os brasileiros que utilizam essas companhias para retornar da Ásia, a alternativa tem sido o remanejamento para voos via Europa ou Estados Unidos. A Japan Airlines (JAL) confirmou à rede NHK que estenderá a suspensão de suas rotas para o Golfo até meados de março, o que afeta parcerias de codeshare que levam passageiros ao território sul-americano.
Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, a interrupção prolongada pode elevar os preços das passagens entre Brasil e Ásia em até 40% nas próximas semanas devido à escassez de assentos e rotas mais longas.
As empresas aéreas estão oferecendo políticas de reembolso integral ou reacomodação gratuita em voos de companhias parceiras que não cruzam o Oriente Médio. Entretanto, a lotação nas rotas via Europa Ocidental e África do Sul já atinge níveis críticos. A Agência Brasil destaca que o Ministério das Relações Exteriores está monitorando a situação dos brasileiros retidos em aeroportos de conexão, enquanto aguarda uma definição sobre a segurança dos corredores aéreos do Golfo Arábico.
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