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Hong Kong oficializa censura e dissolve jornal Apple Daily

Sob ordens de Pequim, governo extingue registro do último baluarte da liberdade de imprensa na região

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Hong Kong, Hong Kong, China, 25 de março de 2026, Xinhua – Em mais um passo agressivo para consolidar a censura e o controle absoluto sobre a narrativa pública, o governo de Hong Kong ordenou nesta quarta-feira (25) a remoção do jornal Apple Daily do registro corporativo. A medida força a dissolução total do veículo, que era reconhecido mundialmente como a última voz de resistência pró-democracia e um crítico feroz da mão de ferro do Partido Comunista Chinês. O jornal já havia sido asfixiado em 2021, quando o regime congelou seus ativos e prendeu seus principais executivos.

A ordem administrativa de extinção surge como uma extensão da perseguição judicial contra o fundador do jornal, Jimmy Lai, que recentemente foi condenado a uma pena de 20 anos de prisão. O tribunal, alinhado aos interesses de Pequim, utilizou a controversa lei de segurança nacional para rotular a prática jornalística e o apoio à democracia como “conluio com forças estrangeiras”. Esta manobra jurídica é vista por observadores internacionais como um instrumento de repressão para silenciar qualquer dissidência no território.

“A destruição do Apple Daily simboliza o fim de uma era de pluralidade, transformando Hong Kong em um deserto informativo sob o comando da ditadura chinesa.”

Fundado em 1995, o Apple Daily sobreviveu por décadas como um defensor das liberdades civis, mesmo sob a sombra crescente da influência autoritária de Pequim. Durante os protestos de 2019, o jornal tornou-se um alvo central do regime ao dar voz ao clamor popular por democracia e pelos direitos estabelecidos antes da devolução do território à China. A perseguição sistemática ao veículo demonstra o medo do regime em relação ao livre fluxo de informações e ao pensamento crítico.

“Jimmy Lai reiterou em seu julgamento que a busca pela liberdade de expressão e assembleia são valores fundamentais que o povo de Hong Kong não deveria ser impedido de exercer.”

O encerramento forçado do registro comercial não é apenas uma formalidade burocrática, mas uma tentativa de apagar a memória institucional de um veículo que lutou pelo Estado de Direito. Ao remover o Apple Daily da existência legal, o governo de Hong Kong cumpre a agenda de Pequim de erradicar o que restava de independência midiática, deixando a população à mercê da propaganda oficial e do isolamento informativo.

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