Teerã, Irã. 16 de março de 2026. IRNA (Islamic Republic News Agency) – O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (Islamic Revolutionary Guard Corps – IRGC) emitiu uma ameaça direta neste domingo (15), afirmando que irá “perseguir e matar” o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, “com força total”. A declaração marca uma escalada drástica na retórica oficial de Teerã em meio ao conflito aberto na região.
A organização militar informou que já realizou mais de 50 ataques de retaliação contra os Estados Unidos e Israel, utilizando um arsenal de mísseis e drones. De acordo com o comunicado oficial, os ataques contínuos e esmagadores serão mantidos e ampliados até que o “agressor” se renda. Relatos do comando iraniano indicam que um pesado ataque de mísseis causou danos significativos a setores industriais de Tel Aviv, o principal centro comercial de Israel.
“Nossos ataques esmagadores continuarão com poder e de forma mais extensiva até que o agressor se renda completamente.”
Por outro lado, fontes ligadas à Guarda Revolucionária denunciaram que forças dos Estados Unidos e de Israel atacaram a cidade de Shiraz, no sul do Irã, na madrugada de domingo (15). A ofensiva teria destruído unidades residenciais e deixado moradores civis feridos, o que Teerã classifica como uma agressão injustificada contra cidadãos inocentes.
O governo iraniano sinaliza que a infraestrutura de Tel Aviv continuará sendo alvo prioritário enquanto as operações militares contra o território iraniano persistirem.
Nesta segunda-feira (16), o clima na capital iraniana é de mobilização total. Analistas internacionais alertam que a personalização das ameaças contra chefes de Estado eleva o risco de um confronto direto e sem precedentes. A promessa de “perseguição” a Netanyahu, aliada aos danos relatados em polos industriais israelenses, sugere que o ciclo de retaliações entrou em uma fase de alta letalidade, onde alvos econômicos e lideranças políticas tornaram-se o foco principal da estratégia de defesa e ataque do Irã.
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