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G7 estuda escolta de navios para liberar o Estreito de Ormuz

Líderes das maiores economias planejam garantir a liberdade de navegação em meio ao bloqueio no Oriente Médio

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Paris, França. 12 de março de 2026. Agence France-Presse (AFP) – A França, que atualmente ocupa a presidência do Grupo dos Sete (G7), informou que os líderes das nações integrantes estão explorando a viabilidade de fornecer escoltas militares para navios no Oriente Médio. A iniciativa surge como uma resposta direta ao bloqueio efetivo do Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais vitais do planeta, que tem estrangulado o fluxo global de mercadorias e energia.

O anúncio foi feito por meio de um comunicado oficial após uma reunião de cúpula realizada de forma online nesta quarta-feira (11). Durante o encontro, os chefes de Estado e de Governo debateram as graves consequências econômicas da guerra em curso no Oriente Médio e concordaram em coordenar esforços conjuntos para restaurar a liberdade de navegação na região assim que possível.

“O trabalho está em andamento para explorar a possibilidade de escoltar navios assim que as condições de segurança forem minimamente atendidas.”

Além da estratégia militar de proteção, o G7 está focado em mitigar a crise energética. No documento, os líderes incentivam o aumento da produção de energia em países que tenham capacidade para substituir o volume que está atualmente bloqueado. A estratégia visa reduzir a dependência das rotas afetadas e estabilizar os preços no mercado internacional, que atingiram patamares críticos nas últimas semanas.

Os membros do grupo reafirmaram sua unidade inabalável e a determinação de manter as sanções econômicas contra a Rússia, apesar das novas pressões no setor de energia.

Nesta quinta-feira (12), diplomatas e estrategistas navais trabalham nos detalhes logísticos dessa possível força-tarefa de escolta. O desafio agora consiste em definir o momento exato em que o ambiente será considerado seguro o suficiente para que as marinhas das nações do G7 iniciem as operações de proteção aos navios de carga e petroleiros, garantindo que o suprimento global de óleo não sofra uma interrupção definitiva.

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