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Exportações da China crescem mesmo com queda nas vendas aos EUA

Aumento de remessas para o Sudeste Asiático e Europa compensa impacto de tarifas impostas pelo governo Trump

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Pequim, China. 10 de março de 2026. Xinhua – As exportações da China registraram um crescimento expressivo nos meses de janeiro e fevereiro, em comparação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com os dados divulgados pelas autoridades alfandegárias nesta terça-feira (10), as vendas para o exterior saltaram 21,8% em termos de dólar no primeiro bimestre do ano.

O desempenho positivo ocorre em um cenário de retração no comércio com os Estados Unidos, cujas exportações chinesas caíram 11% devido às medidas tarifárias implementadas pela administração do presidente Donald Trump. No entanto, o país conseguiu redirecionar seu fluxo comercial, com as remessas para o Sudeste Asiático subindo 29,2% e para a União Europeia avançando 27,8%, compensando as perdas no mercado americano.

“O redirecionamento das remessas para mercados asiáticos e europeus foi crucial para manter o superávit comercial chinês diante das restrições impostas por Washington.”

O cenário tarifário segue em foco após a Suprema Corte dos EUA decidir, no mês passado, que as taxas denominadas por Trump como “tarifas recíprocas” eram ilegais. Em resposta, a administração americana impôs um novo imposto comercial, e os analistas agora monitoram de perto como essa nova estrutura impactará o volume das exportações globais nos próximos meses. As importações chinesas também mostraram força, com um aumento de 19,8% em relação ao ano anterior.

Apesar do agravamento das relações diplomáticas entre Tóquio e Pequim, o comércio com o Japão cresceu de forma sólida nesta terça-feira (10), com exportações subindo 8,8% e importações saltando 25,5%.

A resiliência dos fluxos comerciais com o Japão, mesmo sob tensão política, demonstra a interdependência econômica na Ásia. Enquanto a China navega pelas novas barreiras comerciais dos Estados Unidos, a diversificação de seus parceiros comerciais tem se mostrado uma estratégia eficaz para sustentar o crescimento de sua produção industrial e manter o dinamismo de sua economia externa neste início de 2026.

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