Londres, Reino Unido, 26 de março de 2026, Reuters – O conselho da BBC anunciou nesta quarta-feira (25) a nomeação de Matt Brittin como o novo diretor-geral da rede pública de comunicação britânica. O executivo, de 57 anos, substituirá Tim Davie, que renunciou ao cargo após uma intensa controvérsia relacionada a um documentário produzido pela emissora sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Brittin, que construiu uma carreira sólida no setor de tecnologia, ingressou no Google em 2007 e deixou a gigante das buscas no ano passado, após liderar as operações na Europa, Oriente Médio e África. Sua chegada ao topo da hierarquia da BBC é vista pela mídia britânica como um marco histórico e um ponto de virada para a instituição, sendo a primeira vez que um líder vindo diretamente de uma “big tech”, sem experiência prévia na indústria de radiodifusão, assume o comando da rede.
“A BBC precisa de ritmo e energia para estar onde as histórias e o público estão; construiremos sobre a confiança e a força criativa para enfrentar desafios com coragem.”
A crise que levou à troca de comando teve origem no programa investigativo Panorama, que exibiu um documentário sobre Trump antes das eleições presidenciais de 2024. A produção foi acusada de editar falas de um discurso presidencial para deturpar o sentido original das declarações. Em novembro do ano passado, Tim Davie anunciou que deixaria o posto para assumir a responsabilidade pelo ocorrido, especialmente após Trump abrir um processo por difamação contra a BBC, buscando uma indenização de pelo menos 10 bilhões de dólares.
“O novo diretor assume formalmente em maio com a missão de lidar com o processo bilionário e adaptar a emissora às rápidas mudanças do mercado de mídia.”
Matt Brittin terá desafios imediatos ao assumir o cargo em maio. Além de gerenciar o impacto financeiro e jurídico do processo movido pela administração Trump, o novo diretor-geral precisará reafirmar a credibilidade da emissora perante o público global. Sua experiência em plataformas digitais deve ser fundamental para modernizar a prestação de serviço público da BBC, garantindo que a emissora permaneça relevante e resiliente em um ambiente de comunicação cada vez mais fragmentado e politizado.
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