Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos. 8 de março de 2026. Associated Press (AP) – Um ex-oficial do primeiro governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o suporte de China e Rússia ao Irã parece ter se tornado limitado. A mudança de postura ocorreria após o Irã atacar vizinhos no Oriente Médio com os quais as duas potências mantêm importantes interesses comerciais.
Fred Fleitz, que atuou como assistente adjunto de Trump e chefe de gabinete do Conselho de Segurança Nacional, analisou a situação em entrevista realizada na sexta-feira (6). Segundo ele, embora Moscou e Pequim tenham mantido relações cooperativas com o Irã no passado, a atual instabilidade gerada por Teerã desagrada as duas capitais.
“Quando o Irã começa a disparar mísseis contra todas essas nações no Oriente Médio com as quais os russos e chineses querem fazer negócios, Moscou e Pequim não ficam felizes”, destacou Fleitz.
Quanto às operações militares conjuntas entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, o ex-assessor avalia que elas têm sido bem-sucedidas. Em sua visão, as forças aliadas detêm agora a superioridade aérea, o que permite a execução de operações diversas sem grandes interrupções. Fleitz indicou que os EUA podem expandir os ataques utilizando bombas de precisão, que possuem em larga escala e com custo inferior ao de mísseis de cruzeiro.
Fleitz pontuou que o uso das forças armadas pode ser automaticamente encerrado 60 dias após o relatório inicial de Trump ao Congresso, a menos que haja uma declaração formal de guerra ou autorização legislativa.
O especialista sugeriu que o presidente Trump provavelmente tem em mente concluir as operações militares dentro desse prazo legal. O cenário aponta para uma estratégia de ataques intensos e precisos visando uma resolução rápida, aproveitando o vácuo diplomático deixado pelo distanciamento cauteloso de China e Rússia em relação ao regime iraniano.
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