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Europa se divide em respostas a operações no Irã

Líderes europeus divergem sobre apoio a ações de EUA e Israel enquanto Espanha enfrenta ameaça de retaliação comercial

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Bruxelas, Bélgica. 6 de março de 2026. Agence France-Presse (AFP) – Os líderes europeus mantêm uma postura unida ao pedir respeito ao direito internacional e ao criticar o governo iraniano, mas as respostas individuais às atuais operações militares de Estados Unidos e Israel contra o Irã revelam nuances profundas. O posicionamento de cada nação tem variado conforme a relação mantida com a administração do presidente norte-americano Donald Trump.

Em discurso na terça-feira (3), o presidente francês Emmanuel Macron afirmou que o Irã detém a responsabilidade primária pela situação atual. Contudo, Macron ponderou que as operações militares lançadas pelos Estados Unidos foram conduzidas fora dos limites do direito internacional, ressaltando que a França não pode aprovar tais medidas.

“Embora Teerã tenha provocado a crise, não podemos validar ações que ignorem as normas globais estabelecidas para conflitos armados”, declarou o líder francês.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer afirmou ao parlamento na segunda-feira (2) que seu governo não acredita em “mudança de regime vinda dos céus”. Starmer foi enfático ao declarar que os britânicos não se juntarão a ações ofensivas neste momento, marcando uma distância cautelosa da estratégia de Washington.

Por outro lado, o chanceler alemão Friedrich Merz apresentou uma visão distinta no domingo (1). Merz argumentou que as condenações e sanções europeias contra o Irã alcançaram pouco resultado porque o bloco não estava disposto a impor interesses fundamentais com força militar, se necessário. Para o chanceler, não é o momento de a Alemanha dar lições a seus parceiros e aliados.

A tensão escalou drasticamente com a Espanha. O primeiro-ministro Pedro Sánchez rejeitou a operação militar e pediu mais diplomacia, negando aos EUA o uso de bases militares em solo espanhol para os ataques.

Em resposta à negativa de Madri, o presidente Trump afirmou na terça-feira (3) que os Estados Unidos cortarão todo o comércio com a Espanha. No dia seguinte, quarta-feira (4), Sánchez reagiu com firmeza, declarando que seu país não será cúmplice de algo prejudicial ao mundo e contrário aos valores espanhóis apenas por medo de retaliações.

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