Washington, D.C., Estados Unidos, 21 de março de 2026, Associated Press (AP) – O governo dos Estados Unidos deu início à mobilização de milhares de fuzileiros navais e marinheiros adicionais rumo ao Oriente Médio. A movimentação ocorre logo após o presidente Donald Trump ter afirmado, na quinta-feira (19), que não pretendia enviar tropas para “lugar nenhum”. A medida sinaliza um endurecimento na estratégia de defesa regional, apesar do discurso cauteloso da Casa Branca.
De acordo com informações de autoridades militares, o contingente faz parte de uma unidade expedicionária que acompanha o navio de assalto anfíbio USS Boxer. A partida das tropas, que ocorreu a partir da costa oeste dos Estados Unidos, foi antecipada em cerca de três semanas em relação ao cronograma original. Embora não haja uma decisão oficial para o envio desses soldados diretamente ao território do Irã, o objetivo central é ampliar a capacidade de resposta para eventuais operações futuras na região.
“Não quero fazer um cessar-fogo. Os Estados Unidos não precisam do Estreito de Ormuz”, declarou o presidente Donald Trump nesta sexta-feira (20).
Trump reiterou seu apelo para que outras nações assumam uma responsabilidade maior na segurança das rotas marítimas. Segundo o presidente, países como Japão, Coreia do Sul, China e diversas nações europeias dependem diretamente daquela passagem e, portanto, deveriam se envolver mais ativamente na proteção do estreito.
Enquanto a movimentação militar americana se intensifica, o cenário político no Irã permanece sob observação internacional. O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ainda não realizou aparições públicas desde que assumiu o cargo. No entanto, a mídia estatal do país divulgou uma mensagem atribuída a ele nesta sexta-feira (20), marcando o início do Ano Novo Persa.
Na declaração, Khamenei adotou um tom de resistência, afirmando que o conflito atual foi alimentado pela crença de adversários de que a eliminação de lideranças provocaria desespero e divisão na sociedade iraniana.
“O inimigo acreditou que poderia dominar e dividir o Irã, mas o povo entregou um golpe confuso ao criar uma vasta linha defensiva por todo o país”, destacou o comunicado do líder iraniano.
O reforço da frota americana e a retórica inflamada de ambos os lados aumentam a pressão diplomática e militar em uma das zonas mais sensíveis do globo, colocando a comunidade internacional em alerta sobre os próximos desdobramentos no Golfo Pérsico.
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