Washington, D.C., Estados Unidos. 12 de março de 2026. Associated Press (AP) – A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o início de amplas investigações sob a Seção 301 da Lei de Comércio, tendo como alvos principais o Japão, a China e a União Europeia. O ¨Gabinete do Representante Comercial dos EUA (USTR) informou nesta quarta-feira (11) que examinará políticas e práticas de parceiros comerciais específicos, alegando que o excesso de capacidade e produção dessas regiões tem gerado déficits comerciais massivos para os americanos.
O governo de Washington sinalizou que novas tarifas podem ser implementadas dependendo dos resultados das apurações e das consultas bilaterais. No caso específico do Japão, o USTR destacou que o país mantém superávits comerciais expressivos em setores estratégicos como o automotivo, de peças sobressalentes e instrumentos de precisão. O órgão pontuou que o desequilíbrio comercial japonês com os Estados Unidos está fortemente concentrado no setor de veículos.
“A Seção 301 concede autoridade para investigar se parceiros comerciais estão envolvidos em práticas desleais e permite a adoção de medidas punitivas severas, se necessário.”
A movimentação ocorre após a Suprema Corte dos EUA derrubar, em fevereiro, as tarifas globais abrangentes que Trump havia tentado impor. A corte máxima entendeu que o presidente excedeu sua autoridade ao invocar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. Como resposta, a administração impôs uma nova tarifa de 10% sobre importações de diversos países sob a Seção 122, mas essa provisão possui uma validade limitada de apenas 150 dias.
Especialistas acreditam que o governo trabalha contra o relógio do prazo de 150 dias para concluir as investigações da Seção 301 e estabelecer uma base legal para novas sanções permanentes.
Nesta quinta-feira (12), mercados asiáticos e europeus reagiram com cautela ao anúncio, temendo uma nova rodada de guerra comercial. Durante o primeiro mandato de Trump, a Seção 301 foi utilizada para aplicar tarifas adicionais sobre uma vasta gama de produtos chineses. Agora, com o Japão e a União Europeia sob a mesma lupa, a administração busca forçar concessões em negociações bilaterais para reduzir o que define como vantagens injustas de seus parceiros históricos.
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