Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos. 6 de março de 2026. Associated Press (AP) – O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que o governo norte-americano e a Venezuela chegaram a um acordo para restabelecer integralmente as relações diplomáticas e consulares. O anúncio ocorre aproximadamente dois meses após a realização de uma operação militar dos EUA em solo sul-americano que alterou profundamente o cenário político da região.
Em comunicado divulgado na quinta-feira (5), o Departamento de Estado afirmou que este passo facilitará os esforços conjuntos para promover a estabilidade, apoiar a recuperação econômica e avançar na reconciliação política dentro da Venezuela. O governo interino venezuelano também emitiu uma nota no mesmo dia, expressando plena disposição para construir uma agenda de trabalho conjunta baseada no respeito e no benefício mútuo.
“A retomada dos laços consulares é um marco fundamental para a normalização da vida de milhões de cidadãos e para a reconstrução das pontes comerciais entre as duas nações.”
As relações diplomáticas entre Washington e Caracas estavam rompidas desde 2019, quando o então presidente Nicolás Maduro anunciou o corte de laços com os Estados Unidos. No entanto, o tabuleiro geopolítico sofreu uma mudança drástica em janeiro (2026) deste ano, quando a administração de Donald Trump conduziu uma incursão militar que resultou na captura de Maduro.
Desde a operação, os Estados Unidos vinham mantendo diálogos intensos sobre a restauração das relações bilaterais com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Rodríguez, que anteriormente ocupava o cargo de vice-presidente sob a gestão de Maduro, assumiu a liderança do processo de transição e reconciliação nacional.
O acordo prevê a reabertura imediata das embaixadas e a facilitação de vistos, sinalizando um novo capítulo para a economia venezuelana, duramente atingida por anos de sanções e isolamento.
A normalização dos laços deve acelerar a entrada de ajuda humanitária e investimentos estrangeiros no setor petrolífero venezuelano, agora sob nova gestão política. Observadores internacionais veem o movimento como uma tentativa de Washington de consolidar a estabilidade no hemisfério sul enquanto concentra esforços militares em outras frentes globais.
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