Londres, Reino Unido, 27 de março de 2026, Reuters – Um estudo divulgado pelo Royal United Services Institute (RUSI), sediado no Reino Unido, aponta que os Estados Unidos e Israel utilizaram mais de 11 mil munições nos primeiros 16 dias de sua operação militar contra o Irã. O custo estimado dessa ofensiva já atinge a marca de 26 bilhões de dólares, levantando sérias preocupações sobre a sustentabilidade logística e financeira do conflito a longo prazo.
A análise projeta que ambas as nações enfrentam um risco iminente de esgotamento de certos tipos de armamentos, especialmente interceptores de longo alcance e armas de ataque de precisão. O relatório detalha que as forças militares americanas estão a aproximadamente um mês, ou menos, de exaurir seus estoques de mísseis de ataque terrestre ATACMS e de interceptores do sistema THAAD.
“Israel encontra-se em uma posição ainda mais precária, com a previsão de que seus mísseis interceptores Arrow sejam completamente utilizados até o final de março.”
O instituto britânico ressalta que esses mísseis e interceptores são extremamente complexos e difíceis de produzir em larga escala e com rapidez. Como exemplo, o relatório estima que seriam necessários ao menos cinco anos para repor os mais de 500 mísseis de cruzeiro Tomahawk já disparados na operação contra o Irã. Esse gargalo produtivo gera um efeito cascata que compromete a capacidade de defesa em outras frentes globais.
“Cada interceptor disparado reduz a capacidade dos EUA de dissuadir e defender outros teatros de operações, como Taiwan ou o apoio à Ucrânia.”
Aliados dos Estados Unidos já sinalizam preocupação de que o foco americano na reposição de seus próprios estoques atrase a entrega de armas e munições que já foram pagas por outros países. O impasse coloca em xeque a estratégia de defesa multiregional de Washington, enquanto Teerã observa o desgaste acelerado dos arsenais ocidentais em um conflito que não dá sinais de uma conclusão diplomática imediata.
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