Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos, 29 de março de 2026, Associated Press (AP) – O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou neste sábado (28) que mais de 11.000 alvos militares foram atingidos no Irã desde o início da ofensiva conjunta com Israel, há exatamente um mês. Entre os locais bombardeados estão instalações da Guarda Revolucionária Islâmica e bases de mísseis balísticos iranianos. O relatório oficial também aponta que mais de 150 embarcações iranianas foram danificadas ou destruídas durante as operações.
Em meio à escalada, o navio de assalto anfíbio USS Tripoli chegou à área de responsabilidade do Comando Central na sexta-feira (27). A embarcação, que tem base fixa em Sasebo, no Japão, transporta cerca de 3.500 marinheiros e fuzileiros navais da 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais sediada em Okinawa. O deslocamento reforça a presença norte-americana na região enquanto os confrontos se intensificam em diversas frentes.
“Nossas operações, com a ajuda de Allah, continuarão até que os objetivos declarados sejam alcançados e até que a agressão contra todas as frentes da resistência cesse.”
Paralelamente, rebeldes Houthis no Iêmen, apoiados pelo Irã, afirmaram ter disparado um míssil balístico contra Israel. O porta-voz do grupo, Yahya Sarea, confirmou a ação em vídeo, marcando o primeiro ataque direto contra o território israelense desde o início da atual ofensiva contra o Irã. Enquanto isso, o número de vítimas continua a subir; um grupo de direitos humanos sediado nos EUA estimou o número de mortos civis no Irã em mais de 1.400 até segunda-feira (23).
As forças armadas dos EUA confirmaram a morte de 13 militares desde o início da operação. Relatos da mídia norte-americana indicam que uma base aérea na Arábia Saudita foi atacada, resultando em 10 militares feridos. Apesar das baixas, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na sexta-feira (27) que a operação está dentro ou à frente do cronograma previsto, esperando que a conclusão ocorra em “semanas, não meses”.
“Estamos alcançando todos os objetivos e estamos à frente do cronograma na maioria deles. Podemos alcançá-los sem tropas terrestres. Sem nenhuma.”
No campo diplomático, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, ofereceu-se para mediar as negociações. No sábado (28), Sharif conversou por telefone por mais de uma hora com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, discutindo esforços diplomáticos para facilitar o diálogo e a desescalada do conflito em coordenação com os Estados Unidos e países do Golfo. A comunidade internacional aguarda o desenrolar das próximas semanas para avaliar se a pressão militar resultará em um cessar-fogo ou em uma expansão regional das hostilidades.
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