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Escassez de petróleo impacta indústria e energia no Japão

Conflito no Irã força alta de preços em petroquímicos e paralisação de geradores térmicos em siderúrgicas

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Tóquio, Japão. 20 de março de 2026. Kyodo News – Os impactos das interrupções no fornecimento de petróleo bruto estão se espalhando rapidamente pelo Japão à medida que o conflito no Irã persiste. O setor industrial começou a sentir o reflexo direto na cadeia de suprimentos, levando empresas petroquímicas a reajustarem preços e grandes siderúrgicas a suspenderem operações de geração de energia para poupar combustível.

A Mitsubishi Chemical anunciou nesta quinta-feira (19) a decisão de elevar os preços de produtos petroquímicos essenciais para a fabricação de plásticos utilizados em automóveis e eletrodomésticos. Esta medida segue um movimento iniciado na terça-feira (17), quando a companhia já havia sinalizado que solicitaria valores maiores por componentes químicos destinados à produção de embalagens de alimentos.

“A Mitsubishi Chemical elevou os preços de petroquímicos para plásticos automotivos e embalagens devido à instabilidade no suprimento de óleo.”

No setor siderúrgico, a JFE Steel interrompeu temporariamente nesta quinta-feira (19) um de seus cinco geradores de energia térmica em sua usina na província de Hiroshima. A decisão foi tomada em meio à crescente preocupação com uma possível escassez de óleo combustível. Apesar da paralisação de uma das unidades geradoras, a siderúrgica afirmou que a planta pode continuar operando normalmente, sem prejuízos imediatos à produção de aço.

A estratégia das indústrias japonesas agora foca na contenção de danos e na gestão eficiente dos estoques remanescentes. Com a incerteza sobre a normalização das rotas marítimas no Oriente Médio, o custo de produção em solo japonês tende a sofrer novas pressões, o que pode resultar em um efeito cascata nos preços ao consumidor final nos próximos meses.

A JFE Steel pausou um gerador térmico em Hiroshima devido ao receio de desabastecimento de óleo combustível combustível.

Nesta sexta-feira (20), analistas de mercado acompanham com cautela as decisões de outras gigantes do setor manufatureiro. A prioridade do governo e das associações industriais é garantir que a infraestrutura crítica não seja comprometida por uma falta prolongada de insumos energéticos. Enquanto o cenário geopolítico não apresentar sinais de desescalada, a indústria japonesa deverá manter protocolos de contingência rigorosos para preservar a competitividade e o funcionamento das cadeias de produção nacionais.

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