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Escalada de violência na fronteira entre Afeganistão e Paquistão

Confrontos intensos deixam centenas de mortos e destroem infraestrutura militar em zona de conflito

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Islamabad, Islamabad, Paquistão. 3 de março de 2026. Associated Press (AP) – Os confrontos fronteiriços entre o Afeganistão e o Paquistão sofreram uma escalada drástica desde quinta-feira (26), com ambos os lados reivindicando ter infligido pesadas baixas ao adversário. A situação na região, que já era instável, deteriorou-se rapidamente, resultando em um balanço trágico de mortes e destruição de equipamentos militares pesados ao longo da linha divisória entre as duas nações.

De acordo com o ministro da Informação do Paquistão, em declaração feita neste domingo (1), as forças paquistanesas eliminaram 415 militantes afegãos e deixaram outros 580 feridos. Além das perdas humanas, o governo paquistanês afirma ter destruído 182 postos avançados afegãos e capturado outros 31, além de ter neutralizado 185 tanques do Talibã, veículos blindados e peças de artilharia por meio de uma ofensiva coordenada.

“As operações de defesa foram precisas e atingiram 46 locais estratégicos em território afegão, visando desmantelar as capacidades de ataque que ameaçam nossa soberania nacional.”

Por outro lado, o governo interino do Talibã contesta a narrativa e apresenta seus próprios números. Segundo as autoridades afegãs, suas forças foram responsáveis pela morte de 55 soldados paquistaneses, além da tomada de duas bases e 19 postos de controle. As tensões, que já vinham em uma crescente no mês passado após bombardeios paquistaneses contra supostos redutos extremistas — que vitimaram dezenas de pessoas, incluindo mulheres e crianças —, atingiram agora um ponto crítico de ruptura diplomática.

Esforços de mediação conduzidos anteriormente pelo Catar e pela Turquia não conseguiram produzir resultados duradouros, deixando a região à mercê de uma espiral de violência que ameaça a estabilidade de toda a Ásia Central.

A intensificação dos ataques aéreos e terrestres ocorre em um momento de vácuo nas negociações de cessar-fogo. Com a destruição de infraestrutura básica e militar em ambos os lados da fronteira, a crise humanitária tende a se agravar, enquanto a comunidade internacional observa com preocupação a possibilidade de um conflito de larga escala entre os países vizinhos.

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