Kobe, Hyogo, Japão. 18 de março de 2026. NHK – As empresas de transporte japonesas estão sentindo os impactos diretos da escalada do conflito no Irã, que passou a restringir severamente o fornecimento de combustíveis. A escassez já afeta operações logísticas em diversas regiões, forçando transportadoras a buscarem alternativas emergenciais para manter as frotas em circulação.
A Toshin Sangyo, uma transportadora sediada em Kobe, no oeste do Japão, costuma adquirir óleo diesel no atacado para abastecer seus cerca de 200 caminhões em pátio próprio. No entanto, faturas recentes enviadas pelo atacadista não listam entregas programadas para as próximas semanas, sinalizando uma interrupção crítica na cadeia de suprimentos.
“Encomendamos a mesma quantidade todas as semanas. Espaços vazios na fatura significam que os pedidos não podem ser feitos, o que nos obriga a reabastecer em postos comuns externos”, afirmou o executivo Yoshioka Satoshi.
Essa mudança forçada na estratégia de abastecimento, somada à alta nos preços do diesel, deve elevar a conta mensal de combustível da empresa em quase 40%. O cenário de incerteza pressiona as margens de lucro e ameaça a pontualidade das entregas em todo o arquipélago.
O Ministro dos Transportes, Kaneko Yasushi, informou que alguns atacadistas de petróleo estão interrompendo ou limitando entregas para grandes clientes.
Nesta quarta-feira (18), o Ministério dos Transportes anunciou que trabalha na elaboração de medidas apropriadas para lidar com o desabastecimento. Além do setor rodoviário, o transporte marítimo também enfrenta restrições semelhantes na venda de óleo pesado. O governo japonês monitora a situação de perto, buscando evitar que o travamento logístico cause um impacto ainda maior na economia nacional e no abastecimento de produtos essenciais para a população.
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