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Cuba e EUA realizam conversas para evitar confronto

Presidente Díaz-Canel busca diálogo sob pressão de sanções e crise severa de combustível na ilha

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Havana, Cuba. 14 de março de 2026. Associated Press (AP) – O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta sexta-feira (13) que autoridades de seu país realizaram conversas recentes com representantes dos Estados Unidos. O movimento diplomático ocorre após o presidente americano, Donald Trump, sugerir no início deste mês que sua administração poderia tomar medidas contra Cuba assim que as operações militares no Irã fossem concluídas.

Díaz-Canel destacou que os diálogos visam encontrar soluções por meio do entendimento mútuo. Segundo o líder cubano, o tema faz parte de um processo altamente sensível que exige esforços árduos para criar espaços de compreensão, permitindo que ambos os países avancem sem recorrer ao confronto direto. Ele já havia manifestado anteriormente que as discussões devem ocorrer sem qualquer tipo de pressão externa.

“Este é um assunto que se desenrola como parte de um processo altamente sensível, que exige esforços enormes e árduos para criar espaços de entendimento que nos permitam seguir em frente e evitar confrontos.”

O governo de Cuba enfrenta um cenário desafiador, com os Estados Unidos aumentando a pressão por meio de operações militares contra a Venezuela — principal fornecedora de petróleo da ilha — e do endurecimento de sanções econômicas. O presidente relatou nesta sexta-feira (13) a gravidade da situação energética, revelando que nenhum combustível entrou no país nos últimos três meses.

Como um gesto diplomático paralelo, o governo cubano anunciou na quinta-feira (12) a decisão de libertar 51 prisioneiros nos próximos dias, fruto de um acordo firmado com o Vaticano.

Neste sábado (14), a expectativa em Havana é de que o gesto humanitário e a abertura de canais de comunicação possam aliviar a asfixia econômica imposta por Washington. Especialistas observam que a estratégia de Díaz-Canel foca em garantir a sobrevivência energética da ilha enquanto tenta desviar Cuba do radar de operações militares americanas planejadas para o pós-conflito no Oriente Médio.

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