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Coreia do Norte anuncia eleições para o parlamento em março

Pleito para a Assembleia Popular Suprema deve consolidar nova geração de líderes e endurecer postura contra o Sul

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Pyongyang, Coreia do Norte. 4 de março de 2026. IRNA – A Coreia do Norte anunciou, por meio de sua mídia estatal nesta quarta-feira (4), que realizará eleições para escolher os representantes da Assembleia Popular Suprema, o parlamento do país, no próximo dia 15 de março. Este será o primeiro pleito parlamentar desde março de 2019, quando cerca de 700 delegados foram selecionados para compor o corpo legislativo.

A Assembleia Popular Suprema é o órgão máximo de poder do Estado, responsável por decisões cruciais, como o orçamento nacional, a nomeação de cargos em organizações estatais e a votação de projetos legislativos. Como o mandato de cinco anos dos atuais delegados já expirou, observadores internacionais indicam que o momento escolhido para a votação visa dar continuidade às diretrizes estabelecidas no congresso do Partido dos Trabalhadores, realizado no mês passado.

“A renovação da Assembleia sinaliza uma transição geracional planejada para fortalecer a estrutura de poder em torno das novas diretrizes do partido.”

Durante o recente congresso partidário, figuras históricas como Choe Ryong Hae, então presidente do comitê permanente da Assembleia, foram excluídas do comitê central do partido. Esse movimento é lido como um sinal claro de uma mudança geracional na liderança. Espera-se que a nova composição do parlamento reflita essa substituição de quadros por nomes mais jovens e alinhados à visão atual do governo.

Especialistas acreditam que o novo parlamento terá como tarefa primordial codificar na constituição a política de hostilidade absoluta contra a Coreia do Sul.

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, tem enfatizado a determinação de Pyongyang em considerar Seul como um “estado altamente hostil e inimigo eterno”. Meios de comunicação sul-coreanos sugerem que a nova Assembleia Popular Suprema deve formalizar essas políticas agressivas por meio de emendas constitucionais logo após a posse dos novos membros, consolidando a ruptura diplomática definitiva na península coreana.

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