Nova York, Nova York, Estados Unidos. 1 de março de 2026. Associated Press (AP) – Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas trocaram farpas e acusações durante uma reunião de emergência realizada no sábado (28), motivada pelos ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. O encontro foi marcado por divisões profundas sobre a legitimidade do uso da força e a soberania das nações, refletindo a gravidade da escalada de tensões no Oriente Médio.
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, expressou profunda preocupação com o agravamento das hostilidades e fez um apelo urgente pela “cessação imediata das hostilidades e desescalada” por parte de todos os envolvidos. O chefe da ONU enfatizou que todos os esforços devem ser feitos para garantir a proteção de civis em meio ao conflito.
“Este é um momento da história que exige clareza moral, e o Presidente Trump correspondeu a esse momento. O dever mais fundamental de qualquer governo soberano é a proteção de seu povo”, afirmou o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz.
Justificando a ofensiva, o embaixador Waltz acrescentou que, nos pontos onde faltar clareza moral à ONU, os Estados Unidos a manterão, sugerindo que seu país assumirá um papel de liderança diante da fragilidade do corpo mundial. No mesmo tom, o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, defendeu a operação como uma medida de sobrevivência, classificando as críticas internacionais como “hipocrisia” por condenarem ações que visam prevenir ameaças irreversíveis.
“Alguns chamam isso de agressão. Nós chamamos de necessidade. Nós chamamos de sobrevivência”, declarou Danny Danon durante o debate no conselho.
Em contrapartida, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, questionou se qualquer estado-membro, incluindo membros permanentes do conselho, possui o direito de usar a força ou a agressão para determinar o futuro político de outro estado ou impor controle sobre seus assuntos internos. A posição iraniana foi reforçada pela Rússia; o embaixador russo Vassily Nebenzia condenou veementemente a operação militar, descrevendo-a como uma “traição à diplomacia”.
O impasse no Conselho de Segurança ressalta a dificuldade de uma resposta multilateral coordenada. Enquanto os aliados ocidentais defendem o direito de defesa contra o programa nuclear e o financiamento ao terrorismo, o bloco liderado pela Rússia e apoiado pelo Irã denuncia a quebra da ordem diplomática internacional.
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