Nova York, Nova York, Estados Unidos. 2 de março de 2026. Associated Press (AP) – Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas trocaram farpas e acusações mútuas durante uma reunião de emergência realizada no sábado (28), motivada pelos ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano. O clima de tensão no fórum refletiu a gravidade da escalada de hostilidades no Oriente Médio, com divisões claras entre as potências mundiais sobre a legitimidade das ações ofensivas.
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, abriu a sessão expressando profunda preocupação com a possibilidade de uma guerra regional total. Guterres fez um apelo urgente pela “cessação imediata das hostilidades e desescalada” por parte de todos os envolvidos, enfatizando que todos os esforços devem ser concentrados na proteção de civis inocentes.
“Este é um momento da história que exige clareza moral. O dever fundamental de qualquer governo soberano é a proteção de seu povo. Onde falta clareza moral à ONU, os Estados Unidos a manterão”, afirmou o embaixador dos EUA, Mike Waltz.
O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, também justificou a operação militar como uma medida de sobrevivência. Segundo Danon, Israel agiu para evitar uma ameaça irreversível e classificou as condenações internacionais como “hipocrisia”. Por outro lado, o embaixador do Irã, Amir Saeid Iravani, questionou o conselho sobre se qualquer Estado-membro, inclusive um membro permanente, teria o direito de usar a força e a agressão para determinar o futuro político de outra nação.
“A operação militar de EUA e Israel é uma traição à diplomacia”, declarou o embaixador russo Vassily Nebenzia, cujo país mantém laços históricos de amizade com Teerã e condenou veementemente a ofensiva.
A reunião terminou sem uma resolução consensual, evidenciando o paralisante racha diplomático no seio das Nações Unidas. Enquanto Washington e Tel Aviv defendem a necessidade das incursões para garantir a segurança nacional, Moscou e Teerã acusam os aliados ocidentais de violar o direito internacional e a soberania estatal. O mundo agora aguarda os próximos passos diplomáticos para evitar que o conflito se expanda para além das fronteiras atuais.
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