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China planeja aumento de 7% nos gastos de defesa para 2026

Orçamento militar dobrará em uma década e chega a US$ 276 bilhões enquanto o país prioriza fortalecimento bélico

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Pequim, China. 5 de março de 2026. Xinhua – A China anunciou um aumento de 7% em seus gastos de defesa como parte do plano orçamentário para 2026, que será debatido pelo Congresso Nacional do Povo. O plano foi revelado nesta quinta-feira (5), marcando o primeiro dia da reunião anual da legislatura chinesa. O orçamento aloca aproximadamente 1,9095 trilhão de yuans, o equivalente a mais de 276,8 bilhões de dólares, para o setor militar.

Este é o quinto ano consecutivo em que o orçamento de defesa cresce pelo menos 7%. Como resultado direto dessa política de investimento contínuo, os gastos militares da China dobraram ao longo da última década. O anúncio ocorre em um momento de intensas transformações geopolíticas e demonstra a resiliência dos investimentos bélicos de Pequim frente aos desafios econômicos internos.

“Embora os números oficiais sejam expressivos, alguns analistas alertam que o orçamento divulgado provavelmente não inclui custos de pesquisa e desenvolvimento, sugerindo que o valor real dos gastos pode ser ainda maior.”

A decisão de elevar os custos militares contrasta com a revisão da meta de crescimento econômico do país. Para este ano, a China planeja reduzir o alvo do PIB para uma faixa entre 4,5% e 5%, abaixo da meta de “cerca de 5%” estabelecida no ano passado. No entanto, o crescimento ininterrupto da verba de defesa sinaliza uma atitude inalterada em relação ao fortalecimento militar.

O fortalecimento naval e aeroespacial continua sendo a espinha dorsal da estratégia chinesa para garantir sua influência regional e proteger suas rotas comerciais globais.

 

Especialistas internacionais observam de perto a modernização das Forças Armadas da China, especialmente no contexto das tensões no Mar da China Meridional e da rivalidade tecnológica com o Ocidente. O debate no Congresso Nacional do Povo nos próximos dias deverá detalhar como esses recursos serão distribuídos entre as diferentes frentes das forças armadas, com foco especial em inteligência artificial e novas tecnologias de combate.

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