Pequim, China, 28 de março de 2026, Xinhua – O Ministério do Comércio da China deu início a uma contra-investigação sobre as práticas comerciais dos Estados Unidos. Segundo uma autoridade do governo chinês, Washington pode estar violando as regras estabelecidas pela Organização Mundial do Comércio (OMC). A movimentação ocorre em um momento de tensão, enquanto o governo norte-americano conduz sua própria investigação sobre as práticas chinesas sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, citando suspeitas de excesso de capacidade de produção por parte de Pequim.
Na sexta-feira (27), o ministério chinês anunciou formalmente a abertura de seus próprios processos para avaliar as medidas tomadas por Washington. Entre os pontos centrais da investigação estão as restrições impostas pelos Estados Unidos à entrada de produtos sustentáveis chineses no mercado americano e as limitações aplicadas às exportações de produtos de alta tecnologia dos EUA para a China.
“Pequim protegerá seus interesses legítimos e tomará as medidas apropriadas com base nos resultados obtidos durante este processo de averiguação.”
Um porta-voz do governo afirmou que o objetivo é garantir a equidade no mercado global. Analistas de relações internacionais sugerem que a iniciativa da China é uma tentativa estratégica de conter a pressão dos Estados Unidos antes da cúpula entre os líderes das duas potências, prevista para ocorrer em Pequim nos dias 14 e 15 de maio. O encontro é visto como um momento crucial para definir o tom das relações comerciais bilaterais para o restante do ano.
“A investigação chinesa foca em barreiras contra tecnologias verdes e restrições de exportação de componentes de alta tecnologia, sinalizando uma retaliação direta.”
A disputa evidencia o aprofundamento da rivalidade econômica entre as duas maiores economias do mundo. Enquanto os EUA focam na proteção de sua indústria doméstica contra o que chamam de concorrência desleal, a China utiliza os mecanismos diplomáticos e comerciais para questionar o que considera protecionismo unilateral. O desfecho dessas investigações pode levar a novas sanções ou à imposição de tarifas alfandegárias adicionais, impactando cadeias de suprimentos globais de tecnologia e energia renovável.
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