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China evita confirmar pedido de Trump sobre Estreito de Ormuz

Pequim adota tom cauteloso sobre envio de navios e possível adiamento da visita do presidente norte-americano

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Pequim, China. 17 de março de 2026. Xinhua – A China, um dos países formalmente citados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar uma coalizão de escolta no Estreito de Ormuz, evitou confirmar se recebeu um pedido oficial de Washington. Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (16), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, foi questionado por repórteres sobre a participação do país na segurança da rota marítima, mas optou por não dar uma resposta direta.

Lin limitou-se a declarar que a China tem contribuído para aliviar as tensões no Oriente Médio por meio de um diálogo contínuo com as nações envolvidas. O posicionamento ocorre em um momento crítico, visto que o Estreito de Ormuz é vital para a economia chinesa, que detém o título de maior importadora de petróleo do mundo.

“O porta-voz não confirmou o envio de navios de guerra, enfatizando apenas o papel diplomático de Pequim na estabilização da região por meio do diálogo.”

A diplomacia chinesa também comentou os relatos de que Donald Trump estaria considerando adiar sua visita à China, prevista para o final deste mês. Sobre este ponto, o governo chinês foi igualmente lacônico, afirmando apenas que as duas nações continuam compartilhando entendimentos e informações sobre a agenda da viagem presidencial.

A China depende de seis nações do Oriente Médio para 40% de suas importações de petróleo, o que torna a segurança do estreito uma questão de sobrevivência econômica.

Nesta terça-feira (17), o silêncio estratégico de Pequim é visto por analistas como uma tentativa de não se alinhar precocemente a uma coalizão liderada pelos Estados Unidos, enquanto avalia os riscos de interrupção no fornecimento de energia. Com uma dependência externa tão elevada, qualquer movimento militar chinês no Golfo teria implicações profundas nas relações com o Irã e outros parceiros árabes, forçando a potência asiática a equilibrar cuidadosamente sua influência militar e suas necessidades energéticas globais.

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