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Câmara dos EUA rejeita medida para restringir guerra no Irã

Deputados votam contra resolução que buscava limitar poderes de Trump e retirar tropas de operação militar em solo iraniano

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Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos. 7 de março de 2026. Associated Press (AP) – A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou um projeto de resolução que buscava ordenar ao presidente Donald Trump a retirada das tropas da operação militar em curso contra o Irã. Os defensores da medida argumentavam que a decisão de Trump de atacar o território iraniano sem a aprovação prévia do Congresso era ilegal.

A votação na Câmara ocorreu na quinta-feira (5), seguindo a mesma tendência do Senado, que já havia rejeitado uma resolução semelhante no dia anterior, quarta-feira (4). Com o resultado de 219 votos contra 212, o legislativo norte-americano sinalizou que não pretende, no momento, impor barreiras às decisões do Poder Executivo em relação ao conflito no Oriente Médio.

“A administração não consegue sequer nos dar uma resposta direta sobre o motivo de termos iniciado esta guerra preventiva. A verdade é que o Congresso é quem deve decidir sobre a guerra”, criticou o deputado republicano Thomas Massie, um dos patrocinadores da resolução.

Massie citou declarações atribuídas ao Secretário de Estado, Marco Rubio, que teria indicado a repórteres que Israel teria pressionado os Estados Unidos a entrar no conflito. Por outro lado, o também republicano Michael McCaul convocou os parlamentares a rejeitarem o projeto, afirmando que o Congresso deve permanecer unido ao presidente e às forças armadas para pavimentar o caminho rumo a uma paz duradoura.

A votação mostrou um partido republicano quase unânime, com apenas dois membros votando a favor da restrição. Do lado oposto, quatro democratas também votaram contra a resolução. Especialistas em política internacional observam que, com a rejeição em ambas as casas legislativas, os parlamentares americanos tornam-se, na prática, espectadores das decisões presidenciais sobre o desenrolar da guerra.

A decisão consolida o poder de Trump no comando das operações militares, frustrando os esforços de grupos que buscam conter a escalada da violência e os gastos bilionários da campanha no Irã.

Até o momento, a Casa Branca celebrou o resultado como um voto de confiança na estratégia de defesa nacional, enquanto as tropas permanecem mobilizadas em solo estrangeiro aguardando as próximas ordens do comandante-em-chefe.

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