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Atividade sísmica persiste 15 anos após terremoto de 2011

Frequência de tremores diminuiu no Japão, mas especialistas alertam para riscos de novos sismos de grande magnitude

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Tóquio, Japão. 11 de março de 2026. Kyodo News – Quinze anos após o terremoto de magnitude 9,0 que atingiu a costa nordeste do Japão, a atividade sísmica na região do epicentro e arredores apresentou uma redução significativa, mas permanece tecnicamente ativa. Segundo dados da Agência Meteorológica do Japão divulgados nesta quarta-feira (11), entre 11 de março de 2011 e o final de fevereiro deste ano, foram registrados 16.807 terremotos com intensidade igual ou superior a 1 na escala japonesa (que vai de 0 a 7) na zona de réplicas, que se estende de Tohoku a Kanto.

O volume de tremores caiu drasticamente ao longo da última década e meia. Enquanto em 2011 foram registrados cerca de 7.600 terremotos, esse número baixou para 365 em 2025. No entanto, eventos recentes servem como um lembrete de que a estabilidade total ainda não foi alcançada. Em novembro passado, um sismo de magnitude 6,9 na costa de Sanriku gerou avisos de tsunami, seguido por um tremor de magnitude 6,1 ocorrido no último domingo (8).

“A atividade sísmica continua ativa, especialmente em áreas próximas às costas. É fundamental que as pessoas permaneçam alertas”, afirmou Obara Kazushige, presidente do Comitê de Pesquisa de Terremotos.

Além das réplicas diretas do desastre de 2011, novas áreas de preocupação surgiram fora da zona de impacto original. Em dezembro passado, um terremoto de magnitude 7,5 atingiu a costa leste da província de Aomori, região que especialistas acreditam não ter sofrido deslocamento tectônico no sismo de 15 anos atrás. O evento registrou intensidade de 6 superior em Aomori e gerou um tsunami de 64 centímetros observado no Porto de Kuji, em Iwate.

O Comitê de Pesquisa de Terremotos estima que sismos de magnitude 8 possuem probabilidade alta de ocorrer nas costas entre Hokkaido e Kanto nos próximos 30 anos.

Nesta quarta-feira (11), o monitoramento tecnológico e a educação preventiva continuam sendo os pilares da segurança japonesa. O Comitê de Pesquisa reforça que sismos de classe magnitude 7 possuem alta probabilidade de ocorrer em diversas áreas do país no mesmo período de três décadas. A redução na frequência das réplicas não deve ser interpretada como o fim do ciclo de perigo, mantendo as autoridades em vigilância constante para mitigar os impactos de futuros eventos naturais de grande escala.

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