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Ataques aéreos em Mianmar deixam mais de 20 mortos

Escalada de violência militar atinge centros comerciais e civis após eleições conturbadas no país

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Naipidau, Mianmar. 3 de março de 2026. Associated Press (AP) – A violência em Mianmar atingiu um novo e trágico patamar neste final de semana. Ataques aéreos conduzidos pelas forças militares do país deixaram mais de 20 mortos no domingo (1), intensificando o clima de medo e instabilidade que se seguiu às polêmicas eleições gerais realizadas entre dezembro e janeiro. A ofensiva militar ocorre cinco anos após o golpe de Estado que mergulhou a nação em uma guerra civil persistente.

O bombardeio mais letal atingiu um importante entreposto comercial na região de Magway, um local estratégico onde moradores trocam mercadorias com comerciantes vindos do estado vizinho de Rakhine. De acordo com relatos locais, a destruição no local foi massiva, vitimando civis que realizavam atividades cotidianas de subsistência. O exército de Mianmar tem intensificado suas operações aéreas especialmente no estado de Rakhine, onde grande parte do território está sob controle do Exército Arakan, um grupo rebelde étnico armado.

“O uso indiscriminado de poder aéreo contra alvos civis e mercados é uma violação flagrante das normas internacionais. A população está sendo punida em meio a uma disputa política que parece não ter fim.”

Este não foi o único incidente recente de gravidade. Na última terça-feira (24), um ataque separado a um mercado já havia resultado na morte de 17 pessoas. A frequência e a intensidade desses bombardeios têm provocado alertas globais. O UNICEF expressou profunda preocupação em um comunicado emitido na semana passada (25), destacando que crianças estão entre as principais vítimas fatais e feridas desses confrontos.

A comunidade internacional, através de órgãos da ONU, exige que todas as partes envolvidas no conflito cumpram suas obrigações sob o direito humanitário internacional e cessem os ataques contra infraestruturas civis.

A junta militar, no entanto, justifica as ações como necessárias para combater grupos “terroristas” e restaurar a ordem após o processo eleitoral. Com o fechamento de rotas terrestres e a constante ameaça vinda do céu, o isolamento de regiões como Magway e Rakhine agrava a crise de abastecimento e saúde, deixando milhares de famílias em situação de vulnerabilidade extrema enquanto a resistência armada e o exército oficial travam uma batalha pelo controle total do país.

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