Tóquio, Japão. 10 de março de 2026. NHK – A mais recente pesquisa de opinião realizada pela NHK revela que a taxa de aprovação do Gabinete da Primeira-Ministra Takaichi Sanae está em 59%, registrando uma queda de seis pontos percentuais em relação ao mês passado. Simultaneamente, a taxa de desaprovação subiu seis pontos, atingindo 26%. O levantamento foi conduzido entre sexta-feira (6) e domingo (8), consultando 2.809 pessoas, das quais 1.204 (43%) responderam.
Entre os entrevistados que apoiam o Gabinete Takaichi, 32% justificaram que a gestão “consegue realizar as tarefas”, 25% acreditam que parece ser uma alternativa melhor do que outros gabinetes possíveis e 20% afirmaram ter expectativas de que suas políticas sejam eficazes. Por outro lado, entre os motivos de desaprovação, 30% declararam não confiar em Takaichi, 28% não esperam resultados das políticas governamentais e 22% apontaram que este não representa os partidos políticos que apoiam.
“Sobre a resposta do governo aos ataques militares de EUA e Israel contra o Irã, o Gabinete mantém a postura de evitar uma avaliação jurídica imediata, focando em esforços diplomáticos para resolver o conflito.”
Quanto à percepção pública sobre essa crise, 10% dos ouvidos consideram a resposta do governo muito boa, 48% avaliam como boa em certa medida, enquanto 22% acham que não tem sido muito boa e 11% acreditam que não tem sido nada boa. A diplomacia japonesa tem sido pressionada a se posicionar de forma mais clara diante da escalada de violência no Oriente Médio.
A maior preocupação reside no bolso do cidadão: 44% dos entrevistados estão ‘muito preocupados’ com o impacto da situação no Irã sobre a economia japonesa, somados a 38% que se dizem ‘preocupados em certa medida’.
A ansiedade econômica reflete o medo de que o conflito internacional resulte em novos choques inflacionários e problemas de abastecimento energético, temas sensíveis para a estabilidade do governo Takaichi. Apenas 8% disseram não estar muito preocupados e 3% afirmaram não ter qualquer preocupação. Com os olhos voltados para o mercado global e a diplomacia, o governo japonês enfrenta o desafio de manter sua popularidade enquanto navega por águas internacionais turbulentas.
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