Tóquio, Japão, 23 de março de 2026, Kyodo News – As ações na bolsa de Tóquio registraram uma queda acentuada nesta segunda-feira (23), impulsionadas pela crescente preocupação dos investidores com a escalada do conflito no Irã. O receio central do mercado financeiro é de que as hostilidades provoquem novas interrupções no fornecimento global de petróleo bruto, afetando severamente o Japão, que mantém uma forte dependência histórica das importações de energia provenientes do Oriente Médio.
O índice de referência Nikkei 225 encerrou o pregão cotado a 51.515 pontos, o que representa uma retração de 3,48% em comparação ao fechamento de quinta-feira (19), considerando que a sexta-feira (20) foi feriado nacional no país. Durante o pregão, o clima de instabilidade foi ainda mais latente, com o índice chegando a perder 5% de seu valor em determinado momento, consolidando o segundo dia consecutivo de perdas no mercado japonês.
“A pressão de venda dominou todos os setores da bolsa, refletindo o nervosismo global com a segurança das rotas marítimas e a estabilidade dos preços dos combustíveis”, destacam analistas financeiros.
Além do mercado acionário, o setor de títulos públicos também sentiu os reflexos da crise. O rendimento dos títulos do governo japonês de 10 anos subiu para 2,3% em um momento da sessão, atingindo um patamar que não era registrado há cerca de dois meses. Esse movimento indica uma fuga de capital para ativos que tentam precificar os riscos de longo prazo da atual conjuntura geopolítica.
“Existe uma preocupação real de que a alta nos preços do petróleo bruto acelere a inflação no Japão, prejudicando a recuperação econômica pós-feriado”, afirmam especialistas em mercado.
A expectativa dos investidores agora se volta para os próximos desdobramentos diplomáticos e militares na região do Golfo. O temor é que uma aceleração inflacionária, puxada pelos custos de energia, force uma reestruturação nas políticas monetárias, enquanto o Japão busca equilibrar sua segurança energética diante de um cenário de volatilidade extrema e ameaças de bloqueios comerciais no Estreito de Hormuz.
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