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A grande muralha da China

Conheça a trajetória da maior fortificação do mundo, desde a defesa militar até o status de patrimônio mundial

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Konan, Shiga, Japão, 15 de março de 2026 -Elisabete Panssonatto Breternitz(*) – A Grande Muralha da China é um vasto sistema de fortificações construído ao longo das fronteiras setentrionais da China antiga.

Seu objetivo principal era proteger o território contra incursões de povos nômades, além de controlar rotas comerciais e fluxos migratórios.

Muralhas isoladas construídas no século VII a.C., foram posteriormente unificadas durante a dinastia Qin, após 221 a.C., por iniciativa do imperador Qin Shihuang.

Ao longo dos séculos, diversas dinastias ampliaram e aperfeiçoaram a obra, destacando-se a dinastia Ming (1368–1644), responsável pelos trechos mais preservados.

Mais do que uma barreira militar, a muralha funcionou como corredor de transporte e sistema de vigilância.

Contava com torres de observação, quartéis, fortalezas e mecanismos de sinalização por fumaça e fogo, que permitiam comunicação rápida em caso de ameaça.

Sua extensão total alcança cerca de 21 mil quilômetros, formando um arco que vai do leste da China até regiões desérticas do oeste, atravessando montanhas e planícies.

A construção mobilizou centenas de milhares de trabalhadores, entre soldados, camponeses e prisioneiros, em condições frequentemente severas.

Apesar de sua grandiosidade, a muralha não impediu completamente invasões ao longo da história.

Com o declínio de sua função estratégica, partes significativas da estrutura foram sendo abandonadas.

No século XX, o monumento passou a ser valorizado como símbolo nacional e patrimônio cultural.

Em 1987, foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO e, em 2007, eleita uma das novas sete maravilhas do mundo.

Atualmente, é considerada uma das mais impressionantes realizações arquitetônicas da humanidade, testemunho da engenhosidade e da perseverança do povo chinês.

Em 2010, meu marido e eu estivemos lá com nossos amigos canadenses, Bob e Claire Brodie.

Posso confirmar: a grandeza daquele lugar faz qualquer um se sentir uma formiguinha e o condicionamento físico se esvair logo no primeiro quilômetro de caminhada sobre a muralha.

É de cair o queixo!

(*) Elisabete Panssonatto Breternitz, Especialista em Língua Inglesa pela UNESP, é professora e membro da Academia Feminina de Letras e Artes de Jundiaí – AFLAJ. betenitz@gmail.com
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