Trump ordena que Pentágono compre energia gerada por carvão

Medida reforça política energética pró-carvão e deve enfrentar críticas ambientais

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Washington, Estados Unidos, 12 de fevereiro de 2026, AP – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva determinando que o Departamento de Defesa passe a adquirir energia elétrica produzida a partir do carvão. A medida, anunciada nesta quarta-feira (11), integra a estratégia do governo para reforçar o setor carbonífero e ampliar a segurança energética do país.

O documento afirma que o carvão é “essencial para a segurança nacional e econômica” dos Estados Unidos.

A ordem orienta o secretário de Defesa a aprovar contratos de longo prazo com usinas termelétricas a carvão. Segundo o governo, a geração baseada nesse combustível garantiria que instalações militares e bases industriais de defesa permaneçam plenamente operacionais em qualquer circunstância, incluindo desastres naturais e cenários de conflito.

Também nesta quarta-feira (11), Trump se reuniu com executivos da indústria do carvão na Casa Branca. Durante o encontro, afirmou que o setor é “vital para tudo, desde a produção de aço até a construção naval e a inteligência artificial”. Ele destacou avanços tecnológicos que, segundo o presidente, tornaram o processo de queima do carvão “mais limpo”.

A medida ocorre em um momento em que o consumo de eletricidade deve aumentar devido à expansão do uso de inteligência artificial.

A iniciativa deve enfrentar forte oposição de grupos ambientais, que alertam para o impacto do carvão nas emissões de gases de efeito estufa. Diversos países têm acelerado a transição para fontes renováveis. Em 2024, o Reino Unido encerrou a operação de sua última usina a carvão, eliminando completamente esse tipo de geração.

Nos Estados Unidos, o debate sobre o futuro energético se intensifica em meio à pressão por custos mais baixos e à disputa tecnológica global. Segundo análises de veículos econômicos, o apoio de Trump ao carvão está ligado tanto à tentativa de reduzir contas de energia quanto ao esforço de fortalecer cadeias estratégicas diante da competição com a China no campo da inteligência artificial.

A ordem executiva marca mais um capítulo da política energética do governo, que busca reposicionar o carvão como elemento central da segurança nacional.

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