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Presidente do Irã, Pezeshkian, diz que governo está pronto para ouvir população

Presidente do Irã pede unidade nacional em meio a relatos de protestos mortais

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Teerã, Irã, 12 de fevereiro de 2026, IRNA – O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu governo está “pronto para ouvir a voz do povo”, em meio a denúncias de que a repressão aos protestos do mês passado resultou em um número de mortos muito superior ao divulgado oficialmente. Organizações independentes alegam que as vítimas podem chegar a dezenas de milhares, ampliando a pressão interna e internacional sobre Teerã.

Pezeshkian reconheceu que os acontecimentos de janeiro causaram “grande tristeza” ao país e pediu unidade nacional durante a cerimônia que marcou o 47º aniversário da Revolução Islâmica.

Os protestos, desencadeados por insatisfação econômica e política, ocorreram em meio a crescente tensão com os Estados Unidos, que recentemente enviaram um porta-aviões nuclear ao Mar da Arábia. Relatos de confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança têm circulado amplamente, alimentando críticas à resposta do governo.

O presidente reiterou que o Irã não busca armas nucleares, afirmando que o país está disposto a permitir verificações internacionais. Ele acusou os Estados Unidos e países europeus de impedirem o avanço das negociações sobre o programa nuclear iraniano.

Pezeshkian afirmou que o Irã está pronto para negociar, mas que o diálogo só terá progresso se houver “boa-fé de todas as partes”.

Autoridades iranianas e norte-americanas se reuniram em Omã no dia 7 para discutir o programa nuclear, concordando em continuar as conversas apesar das dificuldades previstas.

Enquanto isso, denúncias de organizações independentes sobre a repressão aos protestos continuam a repercutir. Segundo esses grupos, o número de mortos pode ser muito maior do que o reconhecido pelo governo, chegando a dezenas de milhares, o que intensifica o debate sobre violações de direitos humanos no país.

A crise coloca o governo Pezeshkian sob forte escrutínio, em um momento em que o Irã tenta equilibrar pressões externas e demandas internas por mudanças profundas.

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