Militar dos EUA tem apelação negada em caso de abuso em Okinawa

Suprema Corte japonesa confirma pena de cinco anos por agressão sexual contra menor em 2023

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Naha, Província de Okinawa, Japão, 3 de fevereiro de 2026, Kyodo News – A Suprema Corte do Japão rejeitou o recurso apresentado por um membro da Força Aérea dos Estados Unidos condenado por agressão sexual contra uma menor na província de Okinawa, em 2023. Com a decisão, a pena de cinco anos de prisão imposta pelas instâncias inferiores torna-se definitiva.

O réu, Brennon Washington, de 26 anos, lotado na Base Aérea de Kadena, foi acusado de abordar uma adolescente com menos de 16 anos em um parque e levá-la à sua residência, onde cometeu o abuso em dezembro de 2023. As autoridades afirmam que vítima e agressor não se conheciam.

Washington alegou inocência, afirmando ter acreditado que a jovem tinha 18 anos e que o ato teria sido consensual — argumento rejeitado pela Justiça japonesa.

No julgamento inicial, o Tribunal Distrital de Naha considerou crível o depoimento da vítima, que afirmou ter usado gestos e outras formas de comunicação para informar sua idade. Imagens de câmeras de segurança reforçaram a versão apresentada pela adolescente. O juiz classificou o caso como “extremamente malicioso”, destacando que o agressor continuou o ataque mesmo após a recusa explícita da vítima.

A defesa recorreu ao Tribunal Superior de Fukuoka, que manteve a condenação. Com a decisão da Suprema Corte, não há mais possibilidade de apelação dentro do sistema judicial japonês.

Após este e outros incidentes envolvendo militares estrangeiros, a polícia de Okinawa implementou em 2024 um novo sistema de compartilhamento de informações com o governo provincial para casos de agressão sexual envolvendo membros das forças armadas dos EUA.

A presença militar norte-americana em Okinawa, que abriga a maior concentração de tropas dos EUA no Japão, continua sendo tema sensível na região, especialmente diante de crimes cometidos por militares e funcionários civis ligados às bases.

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