Japão avança com primeiros tratamentos comerciais de células iPS

Painel especializado recomenda aprovação de terapias inéditas para doenças cardíacas e Parkinson

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Tóquio, Japão, 19 de fevereiro de 2026, Kyodo News – Um painel de especialistas do Ministério da Saúde do Japão recomendou a aprovação de dois produtos médicos inovadores desenvolvidos a partir de células-tronco pluripotentes induzidas, conhecidas como células iPS. As terapias, voltadas ao tratamento de doenças cardíacas graves e da doença de Parkinson, podem se tornar as primeiras do mundo a serem comercializadas com base nessa tecnologia.

Segundo informações apresentadas ao ministério, os produtos foram avaliados dentro de um sistema de aprovação condicional, que permite a liberação antecipada de tratamentos promissores enquanto dados adicionais continuam sendo coletados ao longo dos próximos anos. As terapias foram desenvolvidas pela startup Cuorips Inc., originada da Universidade de Osaka, e pela Sumitomo Pharma Co.

“Os produtos representam um marco significativo para a medicina regenerativa e podem abrir caminho para novas abordagens terapêuticas”, destacou um dos especialistas envolvidos na análise.

O primeiro produto consiste em patches de cardiomiócitos derivados de células iPS, destinados a pacientes com insuficiência cardíaca severa. O segundo utiliza neurônios dopaminérgicos produzidos a partir das mesmas células para tratar sintomas da doença de Parkinson, oferecendo uma alternativa potencialmente mais eficaz do que terapias convencionais.

A tecnologia de células iPS, criada pelo pesquisador japonês Shinya Yamanaka — laureado com o Prêmio Nobel em dois mil e doze — permite reprogramar células adultas para que se comportem como células-tronco capazes de se transformar em diversos tipos celulares. Esse avanço abriu novas possibilidades para tratamentos personalizados e regenerativos.

“A aprovação comercial dessas terapias colocaria o Japão na liderança global da medicina regenerativa”, afirmou outro membro do painel.

Com a recomendação formalizada, cabe agora ao ministro da Saúde decidir sobre a aprovação final. Caso autorizadas, as terapias poderão iniciar sua distribuição sob monitoramento rigoroso, enquanto estudos complementares continuarão a avaliar sua segurança e eficácia ao longo dos próximos sete anos.

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