Japão apreende barco chinês após nova incursão ilegal

Autoridades reforçam alerta sobre repetidas violações chinesas na zona econômica exclusiva japonesa

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Fukuoka, Kyushu, Japão, 13 de fevereiro de 2026, Kyodo News – Autoridades japonesas apreenderam um barco pesqueiro chinês e prenderam seu comandante após mais uma incursão ilegal nas águas sob jurisdição do Japão, próximo à província de Nagasaki. O episódio reacende preocupações sobre o comportamento recorrente da frota chinesa, que há anos desafia normas internacionais e pressiona a segurança marítima japonesa.

A embarcação ignorou ordens de parada e tentou fugir de uma inspeção oficial cerca de 170 quilômetros a sudoeste da ilha de Meshima, na região de Goto.

O comandante, um cidadão chinês de 47 anos, foi detido sob suspeita de tentar impedir a fiscalização conduzida por agentes da Agência de Pesca do Japão. A embarcação transportava 11 tripulantes.

Esta é a primeira apreensão de um barco chinês desde 2022 e o primeiro caso envolvendo uma embarcação estrangeira neste ano. Para autoridades japonesas, o incidente reforça um padrão preocupante: a presença constante de navios chineses operando de forma irregular na zona econômica exclusiva do Japão.

Nos últimos anos, a Agência de Pesca intensificou inspeções e operações contra atividades ilegais, que incluem desde pesca predatória até o uso de equipamentos proibidos. Em 2024, foram realizadas sete inspeções a bordo, resultando na apreensão de um barco taiwanês e na confiscação de equipamentos ilegais em 18 casos.

A reincidência de embarcações chinesas em águas japonesas é vista por especialistas como parte de uma estratégia mais ampla de pressão territorial e marítima.

A apreensão mais recente deve intensificar o debate sobre a necessidade de medidas mais rígidas para proteger os recursos pesqueiros e a soberania marítima do Japão, especialmente diante da postura assertiva da China na região.

As autoridades japonesas afirmam que continuarão reforçando a fiscalização e não tolerarão violações que ameacem a segurança e a integridade das águas nacionais.

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