Irmã de Kim pressiona Seul após incidente com drone

Kim Yo Jong exige medidas preventivas e reage a admissão sul-coreana sobre voo não autorizado

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Seul, Coreia do Sul, 13 de fevereiro de 2026, Yonhap News – A irmã do ditador norte-coreano Kim Jong Un, Kim Yo Jong, voltou a pressionar o governo da Coreia do Sul para que adote medidas concretas após o voo de um drone sul-coreano que entrou no espaço aéreo do Norte em janeiro. A nova declaração foi divulgada pela Agência Central de Notícias da Coreia, reforçando o tom de cobrança de Pyongyang.

Kim Yo Jong afirmou que Seul deve garantir que “uma violação tão grave de soberania jamais volte a ocorrer”, criticando o que chamou de tentativa de minimizar o incidente.

A manifestação ocorre dias depois de o ministro da Unificação da Coreia do Sul, Chung Dong-young, reconhecer que um drone havia partido do lado sul-coreano e expressar “arrependimento” pelo episódio. A admissão foi recebida por Kim como um gesto “sensato”, algo incomum vindo de Pyongyang, que tradicionalmente trata Seul como inimigo.

Apesar do tom aparentemente mais brando em parte da declaração, analistas sul-coreanos avaliam que a mensagem não representa uma abertura diplomática, mas sim uma exigência unilateral para que o governo sul-coreano implemente medidas preventivas mais rígidas.

Especialistas afirmam que o discurso de Kim Yo Jong busca reforçar a narrativa de que o Sul é responsável por tensões militares, ao mesmo tempo em que pressiona por concessões.

A agência de notícias sul-coreana informou que a nova declaração está sendo vista como um possível sinal de que Pyongyang pode aceitar retomar algum nível de diálogo, embora o conteúdo permaneça predominantemente crítico. O governo da Coreia do Sul tenta reabrir canais de comunicação para reduzir tensões na península, que permanecem elevadas desde o início do ano.

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