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Governo japonês propõe aumento nas tarifas médicas

Painel recomenda reajustes para enfrentar inflação e apoiar hospitais em crise

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Tóquio, Japão, 13 de fevereiro de 2026, Kyodo News – Um painel do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão propôs um aumento nas tarifas de serviços médicos pagas às instituições de saúde, em meio ao avanço da inflação e à crescente dificuldade de hospitais para manter suas operações diante da alta de custos e da falta de pessoal.

O conselho central responsável pela formulação das tarifas finalizou o relatório e o entregou ao ministro da Saúde, Ueno Kenichiro, recomendando reajustes graduais a partir do próximo ano fiscal.

No sistema de seguro universal japonês, o governo define os valores dos serviços médicos oferecidos aos pacientes segurados. As instituições de saúde recebem a maior parte dos custos diretamente dos seguradores públicos, enquanto os pacientes pagam apenas uma parcela.

O governo já havia decidido elevar a parte central das tarifas — que cobre salários e despesas operacionais — em 3,09%. Com base nisso, o painel recomenda aumentar gradualmente os adicionais aplicados às tarifas básicas de internação e atendimento ambulatorial para instituições que elevarem os salários de seus profissionais nos anos fiscais de 2026 e 2027. O objetivo é garantir um aumento anual de 3,2% na remuneração-base dos trabalhadores da saúde.

A proposta também inclui a criação de uma nova categoria tarifária destinada a ajudar hospitais e clínicas a lidar com o impacto da inflação, que tem pressionado especialmente unidades de pequeno e médio porte.

Além disso, o documento prevê que a taxa de consulta inicial para pacientes ambulatoriais permaneça inalterada, enquanto a taxa para consultas subsequentes deve subir 10 ienes por visita. A tarifa básica de internação também será ajustada, variando conforme a função e o perfil da ala hospitalar.

Se implementadas, as mudanças aumentarão a receita das instituições de saúde, mas também elevarão a coparticipação dos pacientes.

Por exemplo, um paciente que paga 30% de coparticipação desembolsaria cerca de 37 centavos a mais em uma consulta inicial e aproximadamente 14 centavos adicionais em consultas subsequentes, caso a instituição tenha aumentado os salários de seus funcionários.

Com base no relatório, o ministério planeja revisar oficialmente as tarifas em junho, como parte do ciclo regular de atualização do sistema de saúde japonês.

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