Genebra, Genebra, Suíça. 28 de fevereiro de 2026. Associated Press (AP) – Altos funcionários dos Estados Unidos e do Irã encerraram a terceira rodada de conversas sobre temas cruciais, incluindo o programa nuclear de Teerã, sem alcançar um acordo definitivo. Apesar do impasse, o ministro das Relações Exteriores de Omã, que atua como mediador, afirmou que houve um “progresso significativo” e que uma nova reunião deve ocorrer na próxima semana.
As negociações mais recentes foram realizadas nesta quinta-feira (26) em Genebra. Este diálogo de alto nível foi retomado no início deste mês, marcando o primeiro encontro formal em cerca de oito meses. Segundo o chanceler de Omã, Badr Albusaidi, equipes técnicas participarão do próximo encontro na Áustria. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, também expressou intenção de prosseguir, prevendo uma quarta rodada em breve.
“Os negociadores americanos Steve Witkoff e Jared Kushner mantiveram silêncio sobre o status atual, enquanto a Casa Branca evitou comentários oficiais.”
As divergências permanecem profundas. Relatos indicam que os negociadores dos EUA exigiram que o Irã desmonte suas três principais instalações nucleares — em Fordow, Natanz e Isfahan — e entregue todo o estoque de urânio enriquecido aos Estados Unidos. Teerã, por sua vez, teria rejeitado categoricamente a ideia de transferir suas reservas de urânio para o exterior.
Enquanto a via diplomática é testada, a pressão militar cresce. O presidente Donald Trump foi informado na quinta-feira (26) pelo comando do CENTCOM sobre possíveis opções militares envolvendo o Irã. Em entrevista concedida no mesmo dia, o vice-presidente JD Vance afirmou que, embora prefiram a opção diplomática, o desfecho depende das ações de Teerã, descartando a possibilidade de uma guerra interminável no Oriente Médio.
“Trump pode ordenar um ataque limitado para extrair concessões se o Irã recusar as demandas americanas, buscando um desfecho diplomático forçado.”
Analistas e ex-oficiais do governo americano sugerem que o objetivo de Trump não é a derrubada do regime iraniano, mas o fim das ameaças regionais contra Israel e aliados árabes. A estratégia atual parece ser o uso da força militar limitada como ferramenta de barganha para forçar Teerã a aceitar um novo acordo, evitando, ao mesmo tempo, compromissos militares extensos que possam prejudicar o governo politicamente.
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