Pequim, China, 11 de fevereiro de 2026, NHK – Uma pesquisa realizada com empresas japonesas que operam na China revelou que, apesar do agravamento das relações bilaterais, não houve mudanças significativas na disposição de investir no país. O levantamento também apontou preocupações crescentes com a pressão econômica exercida por Pequim.
Segundo os resultados, 17% das companhias afirmaram que pretendem “aumentar significativamente” ou “aumentar” seus investimentos em 2026, um crescimento de 1 ponto percentual em relação ao levantamento anterior, realizado seis meses antes. Já 42% disseram que manterão o mesmo nível de investimento, alta de 2 pontos percentuais.
O percentual de empresas que planejam “reduzir” ou “não investir” caiu para 41%, uma redução de 2 pontos percentuais.
Muitas empresas relataram preocupação com o aumento da pressão econômica chinesa e alertaram que o deterioramento das relações entre Tóquio e Pequim pode afetar pedidos, operações e decisões de investimento.
O presidente da Câmara, Homma Tetsuro, afirmou nesta terça-feira (10) que as empresas japonesas estão incertas sobre como avançar com seus planos de investimento. Ele destacou que, se o cenário atual persistir, impactos serão inevitáveis, e pediu que os governos de Japão e China mantenham canais de comunicação abertos.
A pesquisa reforça o cenário de cautela entre empresas japonesas, que buscam equilibrar oportunidades de mercado com riscos geopolíticos cada vez mais presentes.
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