Confrontos entre Afeganistão e Paquistão deixam 180 mortos

Escalada de violência na fronteira atinge nível crítico com bombardeios e ameaças de guerra aberta

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Kabul, Cabul, Afeganistão. 28 de fevereiro de 2026. Reuters – Confrontos violentos entre as forças afegãs e paquistanesas ao longo da fronteira, ocorridos na noite de quinta-feira (26), resultaram em mais de 180 mortos, de acordo com os balanços divulgados por ambos os lados. Os combates entre as nações do sul da Ásia escalaram drasticamente após o Paquistão lançar ataques aéreos contra o território afegão na última semana.

Um porta-voz paquistanês informou nesta sexta-feira (27), por meio de uma rede social, que as tropas de seu país bombardearam alvos militares estrategicamente localizados em Cabul, Kandahar e Paktia. Segundo o relatório oficial de Islamabad, os ataques neutralizaram 133 combatentes do Talibã e destruíram quartéis-generais, depósitos de munição e mais de 80 veículos de guerra, incluindo tanques e peças de artilharia.

“Nossa paciência se esgotou. Agora é uma guerra aberta entre nós e vocês”, declarou o Ministro da Defesa do Paquistão em tom de ultimato.

Por outro lado, o governo interino do Talibã apresentou números distintos sobre o confronto. As autoridades afegãs afirmam que suas forças mataram 55 soldados paquistaneses e conseguiram tomar o controle de duas bases militares e 19 postos de observação durante a retaliação.

As tensões atingiram um ponto de ruptura após a força aérea paquistanesa bombardear o que descreveu como redutos de extremistas afegãos em 21 de fevereiro, uma quarta-feira (21). Relatos indicam que aqueles ataques iniciais mataram e feriram dezenas de pessoas, incluindo mulheres e crianças, gerando revolta e promessas de vingança por parte de Cabul.

“O cenário atual indica uma rápida transição de escaramuças fronteiriças para um estado de conflito de larga escala, com repercussões imprevisíveis para a região.”

Comunidades internacionais expressam temor de que o conflito se expanda ainda mais, desestabilizando a segurança da Ásia Meridional. Até o momento, não há sinais de cessar-fogo, e o reforço de tropas em ambos os lados da fronteira sugere que a prontidão para o combate permanece máxima.

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