Conflito entre Paquistão e Afeganistão já deixa 320 mortos

Ataques aéreos atingem Cabul e Nangarhar em meio à escalada de violência na fronteira entre os dois países

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Islamabad, Território da Capital de Islamabad, Paquistão. 28 de fevereiro de 2026. Press Trust of India (PTI) – Os confrontos militares entre o Paquistão e o Afeganistão ganharam contornos dramáticos na noite de sexta-feira (27), com a continuidade de bombardeios e trocas de tiros. Segundo contagens realizadas por ambos os lados, a violência já resultou em mais de 320 mortes desde o início das hostilidades. As tensões, motivadas pelo gerenciamento de atividades extremistas na região de fronteira, desencadearam os primeiros embates armados na quinta-feira (26).

A força aérea do Paquistão realizou incursões sobre a capital afegã, Cabul, além de outros pontos estratégicos. Autoridades de segurança paquistanesas confirmaram que, na noite de sexta-feira (27), conduziram um ataque aéreo direcionado a uma instalação militar na província de Nangarhar, no leste do Afeganistão.

“Até o momento, as operações resultaram na morte de 274 pessoas ligadas ao lado afegão, incluindo oficiais do governo interino do Talibã e soldados”, afirmou um porta-voz militar paquistanês.

Por outro lado, o governo do Talibã atribui ao Paquistão a responsabilidade total pela eclosão do conflito. Um porta-voz do grupo declarou, ainda na noite de sexta-feira (27), que o governo afegão deseja solucionar a disputa por meio do diálogo, condenando o que chamou de agressão injustificada ao território soberano.

A comunidade internacional observa o cenário com extrema preocupação. Países como China, Rússia e Turquia já emitiram apelos urgentes para que ambas as nações concordem com um cessar-fogo imediato. No entanto, as perspectivas de paz parecem distantes, uma vez que o Paquistão mantém uma postura rígida e não sinaliza suavização em suas operações de retaliação.

“A ausência de um canal diplomático robusto e a intensificação dos bombardeios aéreos sugerem que o conflito pode se espalhar por outras províncias fronteiriças nas próximas horas.”

As autoridades paquistanesas reiteram que as ações são necessárias para neutralizar ameaças à sua segurança nacional, enquanto o Afeganistão denuncia o impacto civil dos ataques em áreas urbanas. O impasse permanece, com as tropas de ambos os lados em estado de alerta máximo ao longo da fronteira.

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