Pequim, China, 12 de fevereiro de 2026, Xinhua – O governo chinês rejeitou como “infundadas” as declarações de um alto funcionário dos Estados Unidos que afirmou que a China teria realizado um teste nuclear explosivo em junho de 2020. A resposta foi dada durante uma coletiva de imprensa em Pequim, onde o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, negou categoricamente a acusação.
A acusação norte-americana foi feita por um representante responsável por temas de controle de armas durante uma conferência sobre desarmamento realizada em Genebra. Segundo ele, o governo dos Estados Unidos “tem conhecimento” de que a China teria conduzido testes explosivos, incluindo um supostamente realizado em 22 de junho de 2020.
O debate ocorre em um momento de incerteza no cenário internacional, após o vencimento do tratado New START, acordo de controle de armas nucleares firmado entre Estados Unidos e Rússia. Washington defende a criação de um novo marco regulatório que inclua a participação da China.
A China mantém a posição de que suas forças nucleares têm caráter defensivo e que não pretende ampliar seu arsenal para níveis comparáveis aos das duas potências nucleares históricas. O governo chinês também acusa Washington de tentar transferir responsabilidades e criar tensões desnecessárias no debate sobre segurança global.
As declarações reforçam o clima de desconfiança entre as duas maiores economias do mundo, em um momento em que discussões sobre armamentos, segurança estratégica e equilíbrio militar voltam a ganhar destaque no cenário internacional.
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