Tóquio, 12 de fevereiro de 2026 – Radio Shiga – A mais recente invasão de navios chineses nas águas japonesas das Ilhas Senkaku não é apenas uma provocação. É um ataque direto à soberania japonesa e um recado claro de Pequim: a China acredita que pode agir acima da lei, ignorar fronteiras e reescrever o mapa da região pela força.
Pequim opera com uma lógica perigosa: violar, recuar, repetir — até que o mundo se acostume.
Essa estratégia, usada no Mar do Sul da China, agora avança sobre o Mar da China Oriental. A China aposta que o Japão, por prudência diplomática, evitará confrontos diretos. E é justamente essa prudência que Pequim tenta explorar para ampliar sua presença militar.
A verdade é incômoda, mas precisa ser dita: a China não respeita o direito internacional quando ele contraria seus interesses.
Cada navio armado que cruza as águas japonesas é um teste. Cada silêncio internacional é interpretado como permissão. Cada hesitação é vista como fraqueza.
O Japão não pode — e não deve — aceitar a normalização dessas violações. A defesa das Senkaku é a defesa da integridade territorial japonesa e da própria ideia de que fronteiras não podem ser alteradas por intimidação.
Se a comunidade internacional continuar tratando essas incursões como “episódios isolados”, estará, na prática, legitimando a expansão chinesa. O Japão precisa agir com firmeza, e seus aliados devem deixar claro que a ordem internacional não será moldada pela força bruta.
A China ultrapassou todos os limites. Agora, cabe ao Japão — e ao mundo — impedir que ela avance mais.
Senkaku: o alvo preferido do expansionismo chinêsAs Ilhas Senkaku, administradas pelo Japão desde 1895, tornaram-se um dos pontos mais sensíveis da geopolítica asiática. Pequim tenta reescrever a história, mas os fatos são claros:
- O Japão incorporou as ilhas legalmente, após confirmar que eram terra sem soberania.
- A China só passou a reivindicá-las em 1971, após estudos indicarem possíveis reservas de petróleo.
- Desde 2012, Pequim intensificou incursões marítimas e aéreas, muitas vezes com navios armados.
- Entre 2015 e 2026, o número de violações chinesas cresceu de forma sistemática.
Por que a China insiste?
- Controle estratégico de rotas marítimas
- Acesso a recursos naturais
- Pressão geopolítica sobre o Japão
- Tentativa de normalizar ações ilegais
A posição do Japão
O governo japonês é categórico: não existe disputa territorial.
As Senkaku são parte inerente do território japonês por história, direito internacional e administração contínua.
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