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Xi reforça discurso pró-unificação e pressiona Taiwan

Mensagem de Ano Novo destaca tom assertivo de Pequim após novos exercícios militares no Estreito.

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Pequim, China, 1º de janeiro de 2026, Xinhua – O presidente chinês Xi Jinping reiterou seu apelo pela unificação entre China e Taiwan em sua mensagem anual de Ano Novo, transmitida na noite de quarta-feira (31) pela emissora estatal e outros veículos oficiais. O discurso reforça o tom assertivo de Pequim dias após a conclusão de exercícios militares de grande escala ao redor da ilha.

Xi afirmou que “os chineses de ambos os lados do Estreito de Taiwan compartilham laços de sangue e parentesco”, classificando a unificação como “inevitável” e um “tendência dos tempos”. A fala ecoa a retórica adotada pelo governo chinês nos últimos anos, que considera Taiwan parte inalienável de seu território.

“A unificação da nossa pátria é imparável. É um processo histórico que ninguém pode deter”, declarou Xi.

O discurso veio logo após o Exército de Libertação Popular anunciar o fim de manobras militares iniciadas na segunda-feira (29), classificadas como um “aviso sério” a forças pró-independência de Taiwan e a países que apoiam a ilha. As operações incluíram exercícios navais e aéreos que simularam bloqueios e ataques coordenados.

Xi também comentou o cenário internacional, afirmando que o mundo vive “mudanças e turbulências”, com regiões ainda marcadas por conflitos. Segundo ele, a China “está do lado certo da história” e pretende trabalhar com outros países para promover paz e desenvolvimento.

O presidente mencionou ainda o novo plano quinquenal de desenvolvimento econômico e social, que começa em 2026. Ele defendeu avanços em “desenvolvimento de alta qualidade”, além de aprofundar reformas e ampliar a abertura econômica.

“Devemos avançar com passos firmes, aprofundar reformas e promover a abertura em todas as áreas”, afirmou Xi.

Xi também destacou o combate à corrupção dentro do Partido Comunista Chinês, afirmando que seu governo aplicou medidas rigorosas de governança e promoveu uma “autorrevolução” para fortalecer a integridade administrativa.

A mensagem reforça a postura firme de Pequim em relação a Taiwan e ocorre em um momento de crescente tensão no Estreito, marcado por exercícios militares frequentes e disputas diplomáticas com países que apoiam a ilha democrática.

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SourceNHK

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