Washington, Estados Unidos, 11 janeiro de 2026, Reuters – A plataforma X passou a restringir o uso das ferramentas de geração e edição de imagens do chatbot Grok exclusivamente a assinantes pagos, após críticas intensas sobre a criação de imagens sexualizadas sem consentimento. A mudança entrou em vigor na sexta-feira (9), sem que a empresa apresentasse justificativas públicas.
A decisão ocorre depois que usuários denunciaram que o Grok era capaz de produzir deepfakes sexualizados, incluindo a remoção digital de roupas de pessoas reais. O caso gerou forte reação de especialistas, autoridades regulatórias e organizações de proteção à infância.
Reguladores na Itália alertaram que o uso do Grok para criar e distribuir esse tipo de imagem pode configurar crime, reforçando que a legislação local prevê punições severas para conteúdos sexualizados produzidos sem consentimento. No Reino Unido, o governo afirmou estar avaliando a possibilidade de banir a plataforma caso as práticas não sejam corrigidas.
A medida adotada pela X exige que usuários forneçam dados de pagamento para acessar as funções de edição e geração de imagens, o que, segundo críticos, não resolve o problema central: a própria existência de ferramentas capazes de produzir conteúdo potencialmente ilegal.
A controvérsia reacende o debate global sobre responsabilidade das plataformas na moderação de ferramentas de inteligência artificial e sobre a necessidade de regulamentações mais rígidas para impedir o uso indevido de tecnologias emergentes.
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