Caracas, Venezuela, 14 janeiro de 2026, Reuters – O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, afirmou que o processo de libertação de presos no país está avançando e que cerca de 400 nomes já constam na lista de pessoas que devem ser soltas. A declaração reforça o anúncio feito em 9 de janeiro, quando o governo interino prometeu liberar um número significativo de detidos, tanto venezuelanos quanto estrangeiros.
A iniciativa ocorre após a operação militar conduzida pelos Estados Unidos no início do mês, que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro, atualmente sob custódia em território norte-americano. Apesar disso, altos funcionários de sua administração seguem no comando interno, alimentando preocupações sobre a continuidade de práticas autoritárias no país.
O Departamento de Estado dos EUA divulgou nota celebrando a libertação de cidadãos norte-americanos, classificando o movimento como “um passo importante na direção correta” por parte das autoridades interinas. Washington acompanha de perto o processo, que se tornou um dos principais pontos de pressão diplomática nos últimos meses.
Entretanto, organizações de direitos humanos contestam os números apresentados pelo governo. Um grupo independente afirmou ter confirmado apenas 56 libertações desde 9 de janeiro, a maioria de presos políticos, e voltou a exigir a soltura de todos os detidos por motivos políticos.
Segundo a imprensa norte-americana, um enviado do governo interino venezuelano deve se reunir com autoridades dos EUA em Washington em 16 de janeiro para discutir o andamento das libertações e a situação institucional do país. No mesmo dia, a líder opositora María Corina Machado — vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025 — tem encontro previsto com o presidente Donald Trump.
O processo de libertação ocorre em meio a um cenário político altamente volátil, marcado por disputas internas, pressões internacionais e incertezas sobre o futuro da governança venezuelana.
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