Washington, Estados Unidos, 10 janeiro de 2026, Associated Press – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender que Washington deve assumir controle sobre a Groenlândia, afirmando que, caso os EUA não tomem alguma medida, Rússia ou China poderão ocupar o território autônomo administrado pela Dinamarca. A declaração reacende tensões diplomáticas e amplia preocupações sobre a segurança no Ártico.
Falando a jornalistas na Casa Branca nesta sexta-feira (9), Trump afirmou que ainda não discute valores para uma possível compra da ilha, mas indicou que essa opção permanece sobre a mesa. Ele alegou que navios russos e chineses estariam operando próximos à Groenlândia, reforçando a necessidade de ação norte-americana.
Apesar de afirmar que “gosta da China e da Rússia”, o presidente ressaltou que não deseja que esses países ampliem sua presença estratégica no Ártico. A região tem ganhado importância geopolítica devido ao derretimento de geleiras, novas rotas marítimas e reservas minerais.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, conversou por telefone com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, também na sexta-feira (9). Segundo o Departamento de Estado, ambos discutiram a importância da segurança no Ártico para todos os aliados da aliança militar.
A OTAN realizou um encontro de embaixadores na quinta-feira (8) para tratar do reforço das atividades de vigilância na região. Analistas avaliam que a organização busca demonstrar disposição para conter avanços russos e chineses no entorno da Groenlândia.
No comunicado, os partidos reforçaram que não desejam ser americanos nem dinamarqueses, mas sim “groenlandeses”, defendendo que qualquer discussão sobre o futuro do território deve ocorrer com base no diálogo, na diplomacia e em princípios internacionais.
Trump tem reiterado seu interesse em trazer a Groenlândia para a esfera de controle dos EUA, e afirmou novamente que, se Washington não agir, outras potências o farão. Rubio deve se reunir com autoridades dinamarquesas na próxima semana, e o governo groenlandês já solicitou participação nas conversas.
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