Washington, Estados Unidos, 10 de janeiro de 2026, Associated Press – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que cancelou a segunda onda de ataques militares que estava prevista contra a Venezuela. A decisão foi tomada após o governo venezuelano iniciar a liberação de um grande número de presos classificados como “políticos”, gesto que Trump descreveu como um sinal de busca por paz.
Em publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (9), o presidente afirmou que a medida representa “um gesto muito importante e inteligente” por parte do país sul-americano. Ele destacou ainda que Washington e Caracas “estão trabalhando bem juntos”, especialmente na reconstrução da infraestrutura de petróleo e gás da Venezuela.
Apesar do cancelamento, o presidente informou que navios militares dos Estados Unidos permanecerão posicionados próximos ao território venezuelano “por razões de segurança e proteção”. A presença das embarcações havia sido reforçada após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro durante uma operação militar norte-americana.
Horas antes, Trump havia dito a jornalistas que as forças dos EUA estavam preparadas para realizar uma segunda ofensiva “muito maior”, caso julgassem necessário. A operação inicial, realizada na semana passada, marcou uma escalada significativa na relação entre os dois países.
No mesmo comunicado, Trump afirmou que grandes empresas petrolíferas planejam investir ao menos 100 bilhões de dólares na Venezuela. Ele acrescentou que se reuniria ainda nesta sexta-feira (9) com representantes dessas companhias na Casa Branca para discutir os próximos passos.
A decisão de suspender novos ataques ocorre em meio a um cenário de tensão regional e incertezas sobre o futuro político da Venezuela após a captura de Maduro. Analistas avaliam que a postura de Trump indica uma tentativa de combinar pressão militar com incentivos econômicos para influenciar a transição no país.
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