Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos, 5 de janeiro de 2026 – Associated Press – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou diretamente a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmando que ela pagará um preço muito alto caso não faça o que é certo. A declaração foi feita em entrevista publicada neste domingo pela revista The Atlantic, um dia após a operação militar americana que resultou na captura de Nicolás Maduro.
Rodríguez tem mantido postura desafiadora em relação aos Estados Unidos desde que assumiu o comando interino do país. Trump alertou que o custo para ela, em caso de desobediência, será provavelmente maior do que o pago por Maduro.
“Se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto. Provavelmente maior que o de Maduro.”– Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Trump descreveu a Venezuela como um país totalmente falido e um desastre em todos os aspectos, acrescentando que reconstruí-la não seria algo ruim. Ele também indicou que a Venezuela pode não ser o último alvo de intervenções americanas, ao afirmar que os Estados Unidos precisam absolutamente da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca cercado por navios russos e chineses.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, respondeu em comunicado que não faz sentido falar em necessidade de os EUA assumirem a Groenlândia. Ela lembrou que a Dinamarca é membro da Otan e está coberta pela garantia de segurança da aliança, pedindo que Washington pare com ameaças contra um aliado histórico.
“Quando o presidente dos EUA diz que precisa da Groenlândia e a conecta à Venezuela e intervenção militar, não é só errado, é desrespeitoso.”– Jens-Frederik Nielsen, primeiro-ministro da Groenlândia
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, publicou nas redes sociais que a declaração presidencial é desrespeitosa com um povo que já deixou claro que não está à venda.
As declarações reacendem o debate sobre a política externa americana, especialmente após Trump ter dito em 2016 que os EUA deixariam de correr para derrubar regimes estrangeiros.
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