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Takaichi decide dissolver Câmara Baixa e convocar eleição antecipada

Primeira-ministra busca novo mandato em meio a alta popularidade e críticas da oposição sobre impacto no orçamento

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Tóquio, Japão, 14 janeiro de 2026, Kyodo News – A primeira-ministra do Japão, Takaichi Sanae, decidiu dissolver a Câmara Baixa no início da próxima sessão ordinária da Dieta, marcada para 23 de janeiro. A medida abrirá caminho para uma eleição antecipada, que deve ocorrer ainda em fevereiro, segundo executivos do Partido Liberal Democrático (LDP).

A decisão foi comunicada após uma reunião na noite de 13 de janeiro entre Takaichi e dirigentes do LDP e do Japan Innovation Party, seu parceiro de coalizão. Os líderes partidários afirmaram que a premiê realizará uma coletiva na próxima segunda-feira (19) para detalhar os motivos da dissolução e o calendário eleitoral.

Takaichi assumiu o cargo em outubro e governa com uma maioria apertada na Câmara Baixa, reforçada pela adesão de três deputados independentes ao bloco governista.

Apesar da vantagem na Câmara Baixa, o governo possui minoria na Câmara Alta, o que tem dificultado a tramitação de projetos estratégicos. A eleição ocorrerá com mais de dois anos restantes no mandato atual, o que gerou divergências dentro do próprio LDP. Parte dos parlamentares defende que o partido deveria priorizar a aprovação do orçamento antes do início do novo ano fiscal.

Outros integrantes da base governista, porém, avaliam que o momento é favorável para Takaichi, cuja aprovação pública permanece elevada desde sua posse. Para eles, a eleição antecipada pode fortalecer a coalizão e ampliar a margem de manobra política da premiê.

A oposição critica o momento da dissolução, alegando que a decisão prejudica o debate sobre o orçamento e prioriza conveniências políticas.

O secretário-geral do Partido Democrático Constitucional, Azumi Jun, afirmou que “não há justificativa para interromper as deliberações do orçamento apenas porque a primeira-ministra tem alta popularidade”. Já o presidente do Partido Democrático para o Povo, Tamaki Yuichiro, declarou que preferiria ver o governo concentrado em políticas econômicas.

O líder do Komeito, Saito Tetsuo, também expressou preocupação, destacando que a não aprovação do orçamento até o fim do ano fiscal pode afetar diretamente a vida da população e a estabilidade econômica.

Com a dissolução iminente, o cenário político japonês entra em uma nova fase de disputa, marcada por incertezas sobre o impacto da eleição antecipada nas prioridades legislativas e na composição futura do Parlamento.

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