Bangkok, Tailândia, 20 de janeiro de 2026, Bangkok Post – O ministro das Relações Exteriores da Tailândia, Sihasak Phuangketkeow, afirmou que seu governo enviou observadores para acompanhar a eleição geral realizada pelas autoridades militares de Mianmar. Ele expressou esperança de que o pleito, amplamente criticado pela comunidade internacional, possa representar o início de um processo de transição política no país vizinho.
Em entrevista concedida em Bangkok, Sihasak declarou que espera que a votação “seja o começo de um processo de transição” e que incentive o diálogo entre todas as forças políticas de Mianmar. Grupos pró-democracia foram impedidos de participar da eleição, o que levou governos estrangeiros e organizações internacionais a classificarem o processo como uma farsa.
A Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) decidiu não enviar uma delegação oficial, temendo que a presença pudesse ser interpretada como apoio ao processo conduzido pelos militares. Ainda assim, Sihasak reforçou o compromisso tailandês de manter canais de diálogo com Mianmar, mesmo diante das críticas.
O chanceler também demonstrou preocupação com a situação de Aung San Suu Kyi, líder pró-democracia detida desde o golpe militar de 2021 e cujo paradeiro permanece incerto. Ele afirmou que “seria bom se ela fosse libertada”.
Os ministros das Relações Exteriores da ASEAN devem se reunir nas Filipinas ainda este mês para discutir uma resposta conjunta aos resultados da eleição e avaliar próximos passos diante da crise política em Mianmar.
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